Simulador de direção passa a ser obrigatório em autoescolas a partir de 2016
qui, 3 de dezembro de 2015 08:15Da Redação
Interessados em tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria B terão mais uma etapa a cumprir. A partir de 1º de janeiro de 2016 será obrigatório a utilização do simulador de direção nas autoescolas. A regulamentação foi feita na Portaria 1.377 do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG).

Aulas de direção na rua devem acontecer somente após treinamento no simulador
Pelas novas regras, para conseguir a primeira habilitação na categoria B, o candidato deverá cumprir 25 aulas práticas de direção. Destas, oito aulas podem ser realizadas no novo equipamento, das quais cinco são obrigatórias. Está previsto ainda, entre a carga horária de direção noturna, opcionalmente três aulas no simulador. E as aulas na rua devem acontecer após este treinamento no simulador.
O candidato deverá concluir a parte teórica – aulas de legislação de trânsito, meio ambiente, primeiros socorros, mecânica e direção defensiva antes de começar a aulas práticas.
Estudos do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) mostram que as aulas no simulador de direção facilitam o treinamento em via pública. “O equipamento vai contribuir para a preparação dos condutores na hora de encarar a realidade em vias públicas”, conclui Wagner Félix, assessor da Divisão de Habilitação do Detran-MG.
No caso do adição de categoria à CNH, das 20 aulas práticas, cinco serão obrigatoriamente feitas no simulador. Destas, uma deverá simular o tráfego em ambiente noturno.
As normas determinam que os Centros de Formação de Condutores (CFCs) coloquem o simulador em local adequado, permitindo a livre circulação dos profissionais e candidatos. Além disso, o espaço de instalação deverá ser suficiente para reprodução de cenários e ambientes idênticos a uma aula noturna real, observando o conteúdo didático-pedagógico, inclusive situações adversas e de risco que ocorrem no trânsito no período da noite.
Em Araguari, as autoescolas estão se adequando a lei. Em uma delas, a aquisição foi feita há meses e está inclusive paga, mas devido à demanda, a empresa ainda não entregou o equipamento. Outra adquiriu o simulador e ele entrará em funcionamento a partir de janeiro. Um terceiro CFC ainda não fez a compra, mas um representante garantiu que isso acontecerá até 1º janeiro.
O simulador custa, entre 30 e 40 mil reais. Empresas que não tem espaço ou recurso suficiente podem adquirir o aparelho juntas para ministrarem as aulas. A lei também prevê o ‘simulador itinerante’. O objetivo é atender candidatos que moram em cidades com até 35 mil habitantes, localizadas na mesma Regional da Polícia Civil. Porém, se existir um CFC com um equipamento, não há essa possibilidade.
O aluno deverá ser previamente comunicado se o CFC possui ou não o simulador de direção, se é compartilhado ou itinerante.
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