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Sífilis: prefeitura alerta sobre o aumento de casos da doença

ter, 18 de outubro de 2022 08:06

Da Redação

A sífilis pode ser transmitida para a criança durante a gestação ou parto.

A sífilis é classificada como uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, ocasionada pela bactéria Treponema pallidum. Pode apresentar diversos sintomas clínicos e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária).

Nos estágios primário e secundário da infecção, a probabilidade de transmissão é maior. A sífilis pode ser transmitida, através de relação sexual sem o uso do preservativo, com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto.

O acompanhamento das gestantes e parcerias sexuais durante o pré-natal previne a sífilis congênita e é de suma importância.

A prevenção da sífilis ocorre através do uso de preservativos nas relações sexuais e o diagnóstico precoce é realizado por meio do teste de VDLR e Teste Rápido Capilar.

No dia 15 de outubro foi celebrado o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita. Por essa razão, neste mês, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) está realizando a campanha “Outubro Verde”, que tem a finalidade de conscientizar a população sobre os cuidados de prevenção e combate à doença.

Em 2022, em Minas Gerais, de janeiro a setembro, foram confirmados 12.623 casos de sífilis adquirida; 3.442 casos de sífilis em gestantes e 1.445 casos de sífilis congênita. Em 2021, durante todo o ano, foram diagnosticados 16.133 casos de sífilis adquirida, 5.627 de sífilis em gestante e 2.143 casos de sífilis congênita. Embora a doença tenha cura e do tratamento esteja disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), os dados são preocupantes e demandam atenção dos serviços de saúde.

A Secretaria de Saúde de Araguari, através do Departamento de Epidemiológica elaborou o Boletim Epidemiológico da Sífilis, tendo como base as notificações que aconteceram em Araguari no período entre julho de 2021 a julho de 2022. Segundo os dados da Secretaria de Saúde, o município apresentou 117 casos de sífilis adquirida; 37 casos de sífilis em gestantes e 9 casos de sífilis congênita em menores de um ano. O boletim também apontou a sífilis adquirida segundo o sexo, onde 62% são homens e 38% mulheres.

“A melhor forma de prevenir a sífilis é usar preservativo, realizar o teste para o diagnóstico e fazer tratamento adequado ”, explicou a secretária de Saúde Soraya Ribeiro.

Ontem, 17, a reportagem da Gazeta entrou em contato com a chefe da pasta de Saúde para saber quem pode tomar a vacina contra a sífilis. “Toda a população pode tomar o imunizante, principalmente aqueles que possuem vida sexual ativa”, disse.

Soraya Ribeiro também explicou que as vacinas são aplicadas em todo horário de funcionamento das unidades de saúde e do CAE (Centro de Atendimento Especializado).

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