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Secretaria de Educação solicita rescisão de contrato com empresa responsável pelo transporte escolar no município

sex, 6 de julho de 2018 05:45

por Tatiana Oliveira

Diligências foram realizadas após empresa apresentar defesa a respeito da suspensão do serviço

Após quase duas semanas paralisado, o transporte público escolar do município segue sem previsão de retorno. A decisão resultou em portas fechadas nas escolas da zona rural, visto que muitos alunos não têm como chegar a seus destinos.

Ontem, 5, os motoristas do transporte escolar, conhecidos popularmente como ‘vanzeiros’, retiraram seus automóveis da porta da prefeitura, mas afirmam que o movimento continua. “Eles saíram de lá e migraram para a frente do prédio da Licitação. Estamos aguardando a prefeitura divulgar a decisão sobre a rescisão contratual para tomar providências”, coloca o advogado que representa a classe na cidade, Márcio Lieggio.

Devido à paralisação, férias na zona rural podem ser adiantadas

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O proprietário da empresa detentora da licitação do transporte escolar, Reis e França Transporte e Turismo Ltda. – Reis &Tur, afirmou que as atividades seriam retomadas após decisão da prefeitura sobre a defesa apresentada na última terça-feira.

Conforme apurado pela Gazeta do Triângulo, a justificativa da empresa alegava que ela apresentava plenas condições de prestar o serviço, mas os pais não estavam querendo levar os filhos como apoio aos manifestantes. Esse argumento resultou em diligência feita pela secretaria de Educação, a qual pediu o rompimento do contrato entre prefeitura e a empresa. Até o fechamento da edição o parecer da Procuradoria ainda não havia sido emitido.

Conforme o secretário de Educação, José Carlos Oliveira, hoje, 6, pela manhã, a equipe deve reunir-se para discutir a respeito da situação dos estudantes da zona rural. “Vamos conversar com as inspetoras, diretoras e verificar a possibilidade de adiantar as férias escolares para a zona rural, para que eles não sejam ainda mais atingidos, prejudicados”, disse à Gazeta.

Na edição impressa de amanhã da Gazeta do Triângulo você confere sobre a decisão do jurídico da prefeitura e detalhes sobre as consequências dessa manifestação.

Conheça o caso

Motoristas que fazem o transporte escolar de alunos da rede municipal estão parados desde 22 de junho em Araguari. Os profissionais reivindicam um realinhamento no preço do quilômetro rodado. Por conta da situação, cerca de mil alunos são afetados.

Várias reuniões de negociação foram realizadas entre os profissionais e a empresa Reis e Tur, mas sem sucesso. Atualmente, o valor pago aos motoristas pelo quilômetro rodado é de R$ 1,57. Os motoristas pedem que o valor chegue, pelo menos, a R$ 2,20. O desgaste dos veículos que transportam alunos para a zona rural foi levantado por vários motoristas, os quais alegam que o valor pago atualmente pela empresa não cobre a manutenção do transporte escolar.

Não é a primeira vez no ano que os estudantes da rede municipal de Araguari ficam sem transporte escolar. Em fevereiro, a empresa que ganhou a licitação não compareceu para assinar o contrato e não assumiu o trabalho previsto para o dia 9 de fevereiro.

Por conta do problema, o serviço foi habilitado no dia 21 de fevereiro quando a empresa que ficou em segundo lugar na licitação, Reis &Tur, assumiu o transporte escolar da cidade.

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