Sabão é alternativa consciente de reaproveitamento do óleo de cozinha
ter, 21 de novembro de 2017 05:46por Carolina Rodrigues
O Programa de Educação Ambiental “Gira Sol” promove o projeto “Oficina de Sabão Ecológico”, com intuito socioambiental
Um dos grandes impactos ambientais é causado pelo descarte inadequado do lixo. Mudanças de hábito de consumo, reaproveitamento e destino correto para cada tipo de detrito são algumas das alternativas básicas para contribuir com a sustentabilidade do planeta.

O projeto é desenvolvido com pais de alunos de escolas municipais e da zona rural
Esta reportagem aborda umas das principais possibilidades no caso do óleo de cozinha: produção de sabão. De acordo com informações da ONG Akatu, especializada em consumo consciente, quando descartado em pias, ralos e até mesmo no lixo comum, o óleo pode contaminar o solo, a água e facilitar a ocorrência de enchentes.
O consumidor consciente evita essa contaminação reutilizando o óleo para fazer sabão. “Minha avó ensinou minha mãe, que me ensinou a fazer o sabão. Além de limpar muito melhor, é sustentável. Desta forma, ‘junto o útil ao agradável’”, assegura a dona de casa Maria Terezinha.
Muitas pessoas aderem a esse reaproveitamento e, da mesma forma, várias não sabem desta possibilidade. Pensando nisso, o Programa de Educação Ambiental “Gira Sol”, da secretaria municipal de Educação, coordena o projeto social “Oficina de Sabão Ecológico”. O intuito principal visa a proteção do meio ambiente, ensinando pais a produzirem o sabão e, consequentemente, gerar renda extra para as famílias.
O projeto, que recebe apoio da Polícia Militar de Meio Ambiente, é desenvolvido há cerca de quatro anos, beneficiando aproximadamente 150 pessoas. “Nós fazemos as oficinas para os pais de alunos das escolas municipais e da zona rural. Na oportunidade, falamos sobre a importância da reutilização do óleo e, até mesmo, da possibilidade de renda extra, no caso da venda dos sabões”, afirma Silvia Helena Fernandes de Sousa, coordenadora do programa Gira Sol.
As aulas são ministradas pelo cabo Paulo Célio, da PM de Meio Ambiente. A coordenadora ressalta que o sabão é feito na hora, pois o processo de feitura acontece, no máximo, em vinte minutos. “De qualquer forma, nós também produzimos um pouco antes, para cada participante poder levar uma barra para casa”.
A cada ano são executadas entre cinco e sete oficinas. De acordo com Silvia de Sousa, ainda este ano podem ser realizadas até duas oficinas, devido à grande demanda. Ela destaca a importância da participação do maior número de pais, por ser uma “grande oportunidade de conscientização e desenvolvimento sustentável”.
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