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Ruas alagadas são tema de audiência no Ministério Público

ter, 1 de março de 2016 08:08

Da Redação

Bastam alguns minutos de chuvas para que as ruas de certos bairros da cidade fiquem completamente alagadas por horas ou até mesmo por um dia inteiro. Na tentativa de buscar uma solução para o problema, representantes dos bairros Santiago, Jóquei Clube, Independência e Madri participaram de uma audiência na sexta-feira, 26 de fevereiro, no Ministério Público.

Segundo o vereador Wesley Lucas Mendonça (PPS) que acompanha o grupo há algum tempo, a reunião com a promotora Lilian Tobias discutiu duas ações em andamento no Ministério Público. Uma delas foi protocolada no dia 19 de outubro de 2010, para que o município fosse judicialmente acionado para realizar obras nas ruas Ponte Terra (bairro Jóquei Clube), rua Augusto Carpaneda (Independência) e nas adjacentes das duas, devido aos alagamentos.

Ruas A1 e A2 no bairro Madri, ficam completamente alagadas após as chuvas

Ruas A1 e A2 no bairro Madri, ficam completamente alagadas após as chuvas

 

Na época, uma das opções avaliadas era que o Executivo abrisse uma conta específica e depositasse uma multa mensal até que fosse levantado o recurso necessário para realização das obras. “Passaram-se mais de cinco anos e não tivemos notícia do andamento da ação. Por isso fomos cobrar uma resposta do Ministério Público e a promotora se comprometeu a nos dar informações nos próximos dias,” explicou.

No final do ano passado, moradores do bairro Madri entraram com outra ação devido à alagamentos nas ruas A1 e A2, que chegam a ficar completamente cobertas, inclusive o canteiro, durante as chuvas.

De acordo com o vereador, a promotoria informou que o Executivo não cumpriu o prazo de resposta do ofício encaminhado pelo MP e que pretendia reiterar a solicitação.

Para ele, a prefeitura deve respeitar prazos designados por lei, para não comprometer a atuação do Ministério Público. “Se os membros da prefeitura não respeitam nem o Judiciário, o que sobrará para o cidadão comum? Isso comprova que alguns membros do Executivo acham que estão acima da lei. É lamentável,” concluiu.

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