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Responsabilidades para atuar na profissão são destacadas por farmacêuticos

sáb, 20 de janeiro de 2018 05:32

por Mel Soares

Neste sábado é comemorado o Dia do Farmacêutico

O Dia do Farmacêutico é celebrado desde 2011, após a vigência da Lei nº 12.338, que estabeleceu 20 de janeiro como a data nacional para homenagear estes profissionais. A lei é resultado do Projeto nº 2.927, de 2004, apresentado pelas deputadas federais e farmacêuticas da época: Vanessa Grazziotin e Alice Portugal.

Em alusão a data, a reportagem conversou com profissionais da área a respeito das principais motivações na carreira e sobre as atividades exercidas.

O primeiro entrevistado, Júlio Cesar Rodrigues Junior, da Drogamais, disse que gostar de química e de questões ligadas a saúde foram os principais motivos que o fizeram optar pelo curso de Farmácia. “As duas áreas se correlacionam e isso me chamou a atenção, acabei me apaixonando”, destacou.

Júlio Cesar Rodrigues Junior

Júlio Cesar Rodrigues Junior

 

Outro fator destacado pelo profissional foi sobre o contato direto com os pacientes, que só é possível quando se torna farmacêutico em drogaria. “É o principal local onde posso ter contato direto com o cliente, diferente de outras áreas que não é possível cuidar realmente do bem-estar do paciente”.

Segundo ele, boa parte da sociedade acredita que o farmacêutico é responsável apenas pela parte burocrática, no que se refere a documentação da vigilância sanitária e do conselho que rege o segmento. “O farmacêutico também precisa estar no balcão para orientar o paciente. Muitas vezes o balconista não tem o conhecimento adequado que o farmacêutico tem e nós, como representantes da saúde, temos a função de orientá-los. Lembrando que, pela legislação, é obrigatória a presença de um farmacêutico 24 horas no estabelecimento”, completou.

Com 18 anos de experiência, a farmacêutica Vanessa Rodrigues Alves Lopes, da Drogaria São Lucas, afirma que os clientes devem ser orientados, principalmente, sobre as possíveis interações medicamentosas causadas pela ingestão simultânea de outro fármaco ou alimentos. “Todas as dúvidas precisam ser sanadas para que o tratamento aconteça de forma segura”, argumentou.

Vanessa Rodrigues Alves Lopes

Vanessa Rodrigues Alves Lopes

 

Sobre tomar remédio sem prescrição médica, a profissional afirma que antigamente apenas era exigida a receita para a aquisição de psicotrópicos, substância química que age, sobretudo, no sistema nervoso central. No entanto, devido ao uso indiscriminado de alguns antibióticos foi constatado que eles não conseguiam fazer o efeito desejado, com isso, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a entrega do medicamento apenas mediante a prescrição da receita médica. “Em casos de tratamento durante sete dias a pessoa tomava o remédio por dois dias, melhorava e parava de tomar, com isso houve mutação das bactérias, as quais se tornaram cada vez mais resistentes, no ponto em que o antibiótico não conseguia combater a bactéria graças à resistência causada pelo uso incorreto”, explanou.

Uma das exigências da Vigilância Sanitária é de que os estabelecimentos tenham fixado nas paredes uma placa conscientizando sobre os males da automedicação. “Pela dificuldade de acesso aos postos de saúde as pessoas tendem a ir direto na farmácia, por isso a importância de preparar a equipe para que não ocorra nenhum transtorno. O diferencial é capacitar o grupo de trabalho, bem como valorizá-lo resultando em um atendimento de qualidade ao cliente, que é o nosso verdadeiro patrão”, concluiu.

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