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Projeto sem fins lucrativos visa ajudar jovens em situações vulneráveis através do futebol

sáb, 3 de junho de 2017 05:08

por Tatiana Oliveira

Um dos requisitos é que o adolescente comprove frequência escolar e bons resultados no curso

Começou nessa sexta-feira, 2, o projeto “Construção de craques – bom de bola, campeão na escola”. O projeto, sem fins lucrativos, foi criado pela empresa Comarco e visa contribuir com o desenvolvimento de crianças em situação de risco por meio do futebol. “O projeto tem o esporte apenas como pano de fundo para o desenvolvimento e formação dos meninos. Foi uma forma de atraí-los a participar”, conta uma das proponentes do projeto Aline Nader. Segundo ela, o projeto é desenvolvido junto a Augusto Silvestre, sendo a primeira ação social deste cunho desenvolvida pela empresa.

Projeto envolve 28 crianças em situação vulnerável

Projeto envolve 28 crianças em situação vulnerável

 

O programa oferece treinos de futebol três vezes por semana na Arena Aldo Negrett gratuitamente. Foram selecionadas 28 crianças de 12 e 13 anos e todas as despesas – mensalidade, uniformes, inclusive o lanche, serão custeadas pela Comarco. A primeira etapa foi a escolha da escola José Carneiro, no bairro São Sebastião. Segundo a proponente do projeto, há um mês e meio foram distribuídas 60 fichas nas salas de aula da escola, desses alunos, 40 se interessaram. “Como são 28 vagas, fizemos uma seleção junto aos coordenadores, priorizando crianças que estão nas ruas, em situação de vulnerabilidade”, explica.

Segundo ela, o construção de Craques está na fase inicial. “Compramos chuteiras, uniformes e vamos oferecer lanche completo todos os dias”. Além dos jogos, serão realizadas atividades socioeducativas e as crianças terão atendimento médico gratuito. “Fizemos uma parceria com o IMEPAC e conseguimos consultas médicas na pediatria para todas as crianças. Estamos em busca de novas parcerias, como dentistas, por exemplo”. Outro serviço que será prestado é a emissão de documentos de identificação. “A maioria das crianças não tem documentos, então vamos oferecer isso a eles”.

Naves relatou à Gazeta do Triângulo que foi realizada uma parceria com a escola e todos os participantes devem comprovar desempenho positivo. “Nós explicamos para os selecionados que, para continuar participando do programa, eles precisam comprovar frequência na escola, boas notas e bom comportamento”. Ela ainda ressalta que “a escola relatou que os alunos melhoraram o comportamento na sala de aula e nem começamos o projeto ainda”, comemora.

O trabalho não se limita à escola e aos jogos, mas deve ser estendido nos lares dos adolescentes. “É um projeto de formação social, então fomos até as casas desses jovens para um trabalho de aproximação.”, explica Naves. “Queremos criar condições para a melhoria na qualidade de vida do aluno e de toda a sua família. De acordo com a necessidade de cada um, vamos buscar parcerias para melhorar as condições de vida do jovem como um todo”.

O futebol é um pretexto para trazer benefícios e cumprir uma função social inteligente. “Buscamos fortalecer os pilares da formação de um cidadão – família, escola, esporte e comunidade. É a oportunidade para despertar talentos e oferecer experiências positivas e saudáveis. Cada envolvido no projeto irá colaborar para transformar vidas”, diz.

Naves acredita que o projeto deve tomar dimensões maiores com o passar do tempo, como a criação do Construção de craques feminino. “Nossa intenção é crescer e envolver outras escolas. Como é uma idade complicada, não quisemos misturar o sexo feminino com o masculino, por isso faremos um projeto voltado à elas no futuro”.

1 Comentário

  1. Fernando Melo disse:

    Excelente iniciativa num momento em que carecemos de boas iniciativas e expectativas.
    A reportagem, porém, pecou ao errar por duas vezes o nome da entrevistada. A matéria, assim como a iniciativa, merecem destaque, retificação e republicação.
    Parabéns .

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