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Projeto Passarela aprova atriz araguarina

qui, 5 de março de 2015 00:20

O evento busca novos modelos e atores de todo o Brasil

Lídia Soares é atriz há sete anos e participou de várias peças no município. Foto: Divulgação

Lídia Soares é atriz há sete anos e participou de várias peças no município. Foto: Divulgação

STELLA VIEIRA – A atriz araguarina Lídia Soares participou, de 26 a 28 de fevereiro, da última etapa do Projeto Passarela, em Santos (SP), e foi aprovada. A jovem faz parte do Grupo Teatral Sol há sete anos e apresentou várias peças em Araguari.

O Projeto Passarela é realizado através de três etapas: pré-seleção, workshop e convenção. Lídia Soares conta que participou pela primeira vez do evento. “A primeira etapa ocorreu no início de 2014, em Uberlândia. Os candidatos receberam um texto, montaram um quarteto, participaram de um treinamento e depois passaram por uma banca de coordenadores, que incluiu o idealizador do projeto, Marcelo Germano”.

A segunda etapa é um treinamento, onde os participantes recebem aulas de postura, interpretação e expressão corporal, que os prepara visando a convenção. A etapa final reúne candidatos de todo o país. “Na minha faixa etária, dos 17 aos 25, eram aproximadamente 200 participantes, concorrendo como elenco. Os testes também são feitos em quarteto, participamos de um treinamento com um produtor de TV, que nos orientou em relação à câmera, ensinou exercícios para o nervosismo e também para a concentração. Essa foi a etapa em que fiquei mais nervosa, pois a televisão é totalmente diferente do teatro, mas mesmo assim, a preparação que tive nesses sete anos como atriz foi a principal ferramenta de auxílio para o teste, então, eu devo essa conquista ao teatro”.

Lídia Soares está no 7º período do curso de Publicidade e é diretora, atriz e publicitária do Grupo Teatral Sol de Araguari, que existe há 31 anos. “Esse foi um dos primeiros grupos da cidade, que começou com o meu pai, Nassim Guerra. Eu cresci no palco graças a ele e, apesar de não parecer, sou um pouco tímida. Decidi começar o teatro com 17 anos e então pude entender como é o mecanismo do palco. As pessoas às vezes pensam que no tetro o ator está sempre pronto, mas existe todo um processo de leitura e estudo para entender o personagem”.

De acordo com a jovem, a carreira artística exige bastante dedicação. “O teatro é muito artesanal, então é necessário se entregar completamente. Hoje a profissão é muito desvalorizada, mas as pessoas não entendem o que acontece de verdade até chegarem ao palco. Eu agradeço muito ao Grupo Teatral Sol e também ao Grupo Teatral EnCena, que me ofereceram a oportunidade de lapidar esse dom de atuar, que é o que mais amo fazer na vida. O teatro não é apenas minha profissão, é o meu sonho”.

A artista ressalta que a participação no Projeto Passarela também ajudou bastante o seu crescimento pessoal. “Abri mão de muitas coisas para seguir a carreira artística, então, estou sentindo que foi um trabalho realizado com sucesso. Mesmo que não tivesse sido selecionada, estaria feliz, porque estudei muito para chegar até lá. Eu queria conhecer novas pessoas, trocar experiências e entender o projeto. As pessoas costumam ter medo de dar o primeiro passo, mas o ‘não’ eu tinha e agora conquistei o ‘sim’”.

Segundo a atriz, apesar da experiência com a TV, a paixão pelo teatro continua. “Não pretendo abandonar o palco de forma alguma. São anos de trabalho, que agora estão sendo reconhecidos”. Ela ainda acrescenta ter muito orgulho de Araguari. “As pessoas costumam falar que não é possível fazer teatro em cidade pequena, mas é sim. Tenho orgulho dos meus diretores, das pessoas que trabalharam comigo e de ter começado minha carreira aqui. Eu sempre tive público e sempre me senti amparada nesse município”.

Lídia comenta que, durante uma mostra de teatro com equipes do Rio de Janeiro e São Paulo, pode perceber que não existe uma grande diferença de nível. “Apesar de alguns afirmarem que o teatro nas capitais é melhor, senti que não estávamos abaixo deles. O ator é como um rascunho, que sempre busca novos horizontes e nunca está pronto. Ele vai se descobrindo e transformando a cada dia. Ser ator exige essa dedicação, pois proporcionamos alegria a outras pessoas e passamos uma mensagem diferente a cada papel. Às vezes passamos por dificuldades, mas nunca desistimos. Quando  cada artista acreditar mais em si, o teatro será uma profissão mais valorizada”.

1 Comentário

  1. Pamela Ágata beraldo disse:

    Gostaria muito de ser atiz por favor me chamem

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