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Profissionais da Educação participam de Assembleia Estadual e analisam propostas do Governo

sex, 1 de maio de 2015 06:01

por Samara Arruda

Entre os dias 29 (Assembleia Estadual) e 30 de abril (Greve Nacional da Educação), em torno de 11 escolas paralisaram suas atividades em Araguari, devido ao indicativo de greve em prol do plano de lutas da categoria. A mobilização é pelo pagamento do Piso Salarial e a reconstrução da carreira da Educação em Minas Gerais.

Conforme apurou a reportagem, dentre as instituições de ensino que apoiam totalmente a iniciativa estão as Escolas Estaduais Raul Soares; Isolina França Soares Torres; Rainha da Paz; Professor Antônio Marques (Estadual), bem como, o Centro Estadual de Educação Continuada (CESEC JK); Paes de Almeida; José Carneiro da Cunha e Madre Maria Blandina (Polivalente). As escolas Coronel Lindolfo Rodrigues da Cunha, Eleonora Pierucetti e o Conservatório Estadual de Música e Artes “Raul Belém” paralisaram parcialmente suas atividades.

Educadores se reúnem na Assembleia Legislativa para analisar propostas apresentadas pelo Governo do Estado (Fotos: Lidyane Ponciano)

Educadores se reúnem na Assembleia Legislativa para analisar propostas apresentadas pelo Governo do Estado (Fotos: Lidyane Ponciano)

 

Enquanto isso, no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (AMLG) em Belo Horizonte, representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) debatiam as propostas do Governo. Em entrevista à reportagem, o coordenador do SindUTE subsede Araguari José Luís da Costa, afirmou que a reunião entre os profissionais foi satisfatória, pois no dia 29, o Governo se mostrou atento às reivindicações e aberto às negociações. “Na quarta-feira, aconteceu uma nova reunião com o Governo do Estado. Em função disso, o Conselho Geral suspendeu seus debates para ouvir as propostas mediadas pela bancada da Assembleia Legislativa. Participaram o secretário de Governo,  subsecretários do Planejamento e Gestão, e de Educação, além dos deputados estaduais Paulo Lamac, Professor Neivaldo e Rogério Correia,” contou.

Dentre as principais conquista da categoria está a paridade entre os profissionais ativos e inativos, mantendo os mesmo abonos e reajustes, bem como, a anistia de todos os períodos de greve e paralisações desde 2011 e anulação das punições. Segundo o coordenador, nos últimos 12 anos esta foi a melhor posição apresentada pelo Estado, entretanto, a categoria decide se irá aceitar. A pauta completa será repassada aos educadores araguarinos em assembleia marcada para o dia 9 de maio.

Sobre o apoio à paralisação em Araguari, José Luís ressaltou que sempre envia listas para as escolas de Araguari, a fim de obter apoio, mas que apesar disso, algumas instituições ainda não aderiram à mobilização. “Muitas escolas nos enviam a lista em branco, isso demonstra a falta de compromisso com os próprios alunos que estão nas salas de aula e merecem uma educação de qualidade. O que vem ocorrendo no Paraná é um exemplo de cidadania, pois todos devem e tem o direito de opinar seja favorável ou contrário a este assunto, uma vez que é de interesse de todos os professores que trabalham para o Estado. Que os profissionais se mobilizem sem medo, pois o Governo não está fazendo o corte de ponto que tanto prejudica o trabalhador durante o apoio à greve,” ressaltou.

As aulas retornam à normalidade a partir de segunda-feira, dia 4 de maio. Outras informações sobre o calendário e paralisações serão divulgadas na próxima edição do jornal Gazeta do Triângulo.

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