Professor ministra palestras para esclarecer temas como identidade de gênero e orientação sexual
sex, 25 de agosto de 2017 05:44por Mel Soares
Falar a respeito de identidade de gênero e orientação sexual ainda é considerado tabu na sociedade, sobretudo no espaço escolar. Foi com o objetivo de vencer preconceitos e formar alunos conscientes que o professor de física e supervisor, Naldo Mota, começou a ministrar palestras sobre o assunto. “Para eu chegar nessa discussão não foi fácil. Tive que enfrentar barreiras”, revelou.
Ele promoveu debates na secretaria de Educação e em mais de cinco escolas públicas das zonas urbana e rural. O projeto oferecido gratuitamente também será aplicado em ambiente particulares. Ser professor o motivou a iniciar o trabalho em Araguari.
“As pessoas confundem muito as questões de gênero e de orientação sexual e por isso precisamos discutir mais estes temas. O espaço escolar está sendo um pontapé inicial para que as pessoas respeitem as diferenças não só pelas questões de gênero e orientação sexual, mas cor, classe, religião etc.”, argumentou.
Na manhã dessa quinta-feira, 24, a palestra foi ministrada na Escola Estadual Madre Maria Blandina – Polivalente. Conforme dados revelados aos estudantes, o Brasil é o país mais transfóbico do mundo. Pesquisa feita entre os anos 2008 e 2014 mostra que 40% das mortes de travestis e transexuais do mundo ocorreram no Brasil.
Em 2016, mais de 300 pessoas LGBTs foram assassinadas. O número deve ser ainda mais assustador, pois a homofobia não é crime, ou seja, vários casos são notificados como homicídio. “O brasileiro não é só transfóbico, mas também hipócrita. Outra pesquisa apontou que o Brasil é o país que mais procura por pornografia trans no mundo”, completou.
Por meio de slides, o professor demonstrou as diferenças entre sexo biológico, identidade de gênero e orientação sexual.
Segundo explanação a identidade de gênero se refere ao gênero que a pessoa se identifica seja ele feminino, masculino ou nenhum dos dois, independente do sexo biológico.
A dúvida das pessoas em saber qual é a linguagem correta para utilização de alguns termos também foi esclarecida. “Há muita confusão quanto ao que é travesti e o que é transexual. A diferença é apenas de autodenominação. A identidade de gênero é a mesma, ou seja, elas se sentem mulheres. Enquanto a identidade de gênero diz respeito a mim, a orientação sexual diz respeito a quem eu me sinto atraído”, explicou
Sobre termos comumente utilizados, Naldo afirmou que é incorreto dizer que se trata de uma opção sexual.
“O Brasil é o país que mais mata homossexuais, ninguém vai optar por ser homossexual correndo o risco de sofrer agressões. O padrão da sociedade é ser heterossexual, mas devemos respeitar as diferenças, pois são elas que nos fazem bonitos”, concluiu.
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Podem anotar aí!!!!
sugiro ouvirem o Vereador Levi, o qual corajosamente aborda que esta política não está no Plano Nacional de Educação, nem no Municipal.