Problemas estruturais no Residencial Portal dos Ipês seguem sem manutenção
ter, 14 de julho de 2020 10:56Da Redação

Moradores escreveram cartas, descrevendo os problemas, à empresa responsável.
Há mais de um ano os moradores do Residencial Portal dos Ipês sofrem com os mesmos problemas desde a aquisição das casas. Após várias construções apresentarem problemas estruturais, os residentes fizeram reclamações que nunca foram atendidas pela empresa responsável pelas obras.
O assunto foi tópico de debates polêmicos por diversas vezes, até que chegou ao conhecimento do vereador Paulo do Vale (PV), que se envolveu na situação com o intuito de prestar alguma ajuda aos moradores desta comunidade. O problema que persiste por falta do auxílio da empresa, pode ser caracterizado como “vício de construção”, conforme estabelecido no contrato. Isso quer dizer que, em caso de qualquer irregularidade na obra é responsabilidade da empresa a oferta dos devidos reparos.
As principais falhas aparentes giram em torno da má aplicação dos pisos que estão se soltando, diversas infiltrações, além de problemas na parte elétrica e do aquecimento solar. O contrato elaborado pela empresa instrui que, em episódios como estes, o morador deve descrever os defeitos em uma carta direcionada à construtora, que deverá analisar cada situação e oferecer o auxílio necessário.
Entretanto, o vereador contou ter entrado em contato com responsáveis pela empresa por diversas vezes. Fez um convite para que a situação fosse esclarecida na Câmara Municipal, quando um advogado foi enviado para representar a construtora, e durante o uso da tribuna, relatou que a empresa ainda não estava ciente da situação e firmou o compromisso de fornecer as manutenções solicitadas. Sem a execução da promessa, novos contatos foram tentados, todos sem sucesso.
Então, Paulo do Vale se encaminhou até o residencial, na companhia de um engenheiro e advogado responsáveis pela empresa, e posteriormente, reuniu os moradores junto à uma equipe do edil, que fez todo o trabalho de preenchimento das cartas. Através da mesa diretora, os relatos foram enviados para a empresa, para a Secretaria de Planejamento (a título de informação) e para o Banco do Brasil.

Construtora ainda não tomou nenhuma providência sobre a manutenção das casas.
“Também enviei um ofício ao Banco do Brasil, para que pudessem comparecer na mesma reunião na Câmara Municipal, mas não mandaram nenhum representante”, destacou o vereador. Atualmente, com apoio e intermédio de uma deputada federal, a agência bancária enviou um parecer. Esta, se comprometeu a dar um posicionamento sobre a situação dentro do prazo de 20 dias. “Ao todo, foram mais de 300 cartas enviadas aos órgãos citados”, completou Paulo do Vale.
Segundo o relato da senhora Cícera Pereira dos Santos, a casa adquirida pelo programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, em que reside, requer manutenção nas tomadas e aquecedor que não funcionam, infiltrações no banheiro e na cozinha, além de pisos e forro soltos. Não distante da mesma realidade, Maria Inês dos Santos também faz solicitações acerca da “área de serviço que consta no contrato e não foi entregue, pisos da casa todos arrancando, infiltrações nas paredes, várias goteiras, forro comprometido e tomadas que não funcionam”, destacou.
Outra moradora que também sofre com os problemas em sua residência também relatou a situação. Ainda que esteja grata por ter sido contemplada pelo programa, ela disse que “a estrutura da casa aqui não vale nada. Quando chove molha tudo dentro de casa, todos os pisos estão soltos, as paredes com rachaduras. Nós procuramos a construtora e eles simplesmente nos dão as costas. Já até procurei o Banco do Brasil também, mas, eles não dão a mínima”, contou Cláudia.
– Construtora ainda não tomou nenhuma providência sobre a manutenção das casas.
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Isso se chama serviço mal feito, piso soltando provavelmente não colocaram o tanto de argamassa que necessitava, energia solar se não tiver altura certa entre placas e boiler não funciona, o reboque parece muito fino, energia elétrica se não for feita por profissional não dá certo. Eles devem ter mandado o pedreiro fazer a eletricidade. Gente que trabalhou lá disse que não tem uma barra de ferro nas paredes, parede tem que ter ponto para madeiramento. Do que adianta fazer essa quantidade de casas nessas condições e a manutenção é muito cara. Fizeram porcaria porque era para os mais necessitados. Quem ganhou e não precisava, tem condições de arrumar e quem não tem dinheiro.