Presidente da Câmara Municipal determina que a próxima pauta da sessão seja travada caso secretária municipal não compareça
qua, 14 de setembro de 2016 05:31Da Redação
Na sessão do dia 6 de setembro, o Legislativo convocou a presença da secretária de Saúde, Lucélia Aparecida Rodrigues, para a reunião da Câmara desta terça-feira,13.
O objetivo de Eunice Mendes (PMDB), proponente de requerimento solicitando a participação da secretária, é receber esclarecimentos e tirar dúvidas em relação a transtornos enfrentados pela população ao pedir exames de sangue e outros de alto custo.

Vereadores solicitam esclarecimentos sobre a área da saúde no município
Falta de medicamento nas farmácias municipais e a ausência de operacionalização dos Postos de Saúde das Famílias inaugurados recentemente também fazem parte dos questionamentos feitos pela edil.
A expectativa dos vereadores, tanto da base quanto da oposição, era de que a secretária cumprisse com o dever. No entanto, a representante municipal encaminhou atestado de médico oftalmologista, e portanto, não compareceu à sessão.
O presidente da Casa Legislativa, Giulliano Souza Rodrigues ‘Tibá’ (PTC) anunciou que a partir da próxima sessão, dia 20 de setembro, os projetos não serão votados caso a secretária não cumpra com a obrigação.
“Está é a terceira convocação. Nenhum projeto será votado enquanto a secretária não comparecer à Câmara Municipal. O poder Legislativo é fiscalizador do Executivo. Precisamos utilizar de nossas ferramentas para que tenhamos as respostas e documentação de nossos questionamentos”, ressaltou.
O requerimento, de autoria de Eunice Mendes e Rafael Guedes (SD) a respeito de favorecimentos ao chefe do Executivo, também foi tema de discussão na sessão de ontem, 13.
Segundo ofício encaminhado pela procuradoria-geral do município, o questionamento sobre a realização de obras de asfaltamento e iluminação pública em terrenos no bairro Brasília de propriedade do prefeito Raul Belém (PP) não condiz com a realidade.
Conforme o documento, os programas atendem exclusivamente aos interesses da comunidade. Sobre possível loteamento do chefe do Executivo conquistado irregularmente, a procuradoria informou que irá apurar o caso junto ao departamento de patrimônio, e pediu prazo de 60 dias.
A oposição se mostrou contrária ao ofício, alegando que o período extrapola os anseios da população em receber informações precisas sobre o assunto. O vereador da base, Sebastião Joaquim Vieira (PRP) pediu vista de seis dias do projeto, com o objetivo de intervir junto a procuradoria solicitando que a apuração do fato seja feita em, no máximo, 30 dias.
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