Pergunte ao doutor – O que é a síndrome da fadiga crônica?
sex, 28 de fevereiro de 2020 05:06
1-O que é a síndrome da fadiga crônica?
A Síndrome da Fadiga Crônica é uma condição de diagnóstico clínico cujo principal sintoma é a presença de fadiga (cansaço) intensa, extrema e duradoura que pode piorar com a atividade física ou mental, mas não melhora com o repouso. Ou seja, o paciente sente-se persistentemente cansado sem uma causa aparente, independente da quantidade de repouso que realize.
2-Quem é mais acometido pela Síndrome da Fadiga Crônica?
A síndrome da fadiga crônica é mais comum em mulheres por volta dos 40-50 anos.
3-Quais são os principais sinais e sintomas da síndrome da fadiga crônica?
O principal sintoma da doença é a fadiga, mas há outros sinais e sintomas, como perda de memória ou de concentração, dor de garganta, presença de gânglios (íngua) dolorosos no pescoço ou nas axilas, dores musculares inexplicáveis, dores migratórias nas articulações, dores de cabeça, sonolência recorrente e intermitente e exaustão extrema após exercício físico ou mental. Além desses sinais e sintomas, os pacientes podem apresentar também febre, irritabilidade e confusão, dor abdominal, dor no peito, tosse crônica, diarreia, tonturas, boca seca, náuseas, irritabilidade, depressão, transtornos de ansiedade, formigamento, olho seco, além da perda ou ganho de peso.
4-Como o médico diagnostica a síndrome da fadiga crônica?
O diagnóstico da síndrome de fadiga crônica é eminentemente clínico e de exclusão, ou seja, é feito baseado nos achados da história clínica e exame físico, porque não há teste específico capaz de confirmar o diagnóstico.
No entanto, alguns testes devem ser feitos para descartar possíveis outras causas que possam estar envolvidas, como distúrbios do sono, anemia, diabetes, disfunções da tireoide, depressão, ansiedade, transtorno bipolar, esquizofrenia e os efeitos colaterais a medicamentos. Um rigoroso diagnóstico diferencial é impositivo, porque a fadiga é um sintoma comum a muitas doenças.
5-Qual a importância em consultar um médico?
A fadiga é um sintoma comum a diversas doenças, como infecções, distúrbios endócrinos, cardiovasculares, respiratórios e mesmo psicológicos. Quanto mais precoce o diagnóstico melhor o tratamento e a evolução.
6-Como o médico trata a síndrome da fadiga crônica?
Moderação para as atividades diárias: o paciente deve reorganizar seu cotidiano, evitando o estresse físico e psicológico. Entretanto, o sedentarismo deve ser combatido.
O tratamento para a síndrome da fadiga crônica visa principalmente o alívio dos sintomas e deve envolver medicamentos (analgésicos, antidepressivos, pílulas para dormir etc.), terapia, exercícios leves e alongamentos. Um fisioterapeuta é o profissional mais indicado para escolher quais exercícios são mais convenientes em cada caso. Exercícios físicos: devem ser estimulados, porém, o início deve ser lento e a progressão gradual. No que se refere ao acompanhamento psicológico, terapia cognitivo-comportamental: ajuda a reconhecer as crenças e comportamentos negativos que podem dificultar a melhora, substituindo-os por atitudes saudáveis e positivas, ajudando a pessoa a entender alguns motivos pelos quais possa ter desenvolvido sintomas negativos, como depressão, ansiedade, estresse e tristeza. Além disso, a pessoa deve reduzir o estresse, melhorar seus hábitos de sono, organizar suas atividades de modo a não fazer o mesmo todo dia e aprender a gerenciar melhor suas ocupações.
7-Como evolui a síndrome da fadiga crônica?
A evolução no longo prazo da síndrome da fadiga crônica varia de uma pessoa para outra, de modo que é difícil prever quando os sintomas terminarão. Alguns pacientes se recuperam completamente dentro de seis meses a um ano, mas a síndrome pode durar pelo resto da vida.
8-Quais são as complicações possíveis da síndrome da fadiga crônica?
Se não for tratada adequadamente, a síndrome da fadiga crônica pode levar a algumas complicações de saúde, como depressão, isolamento social e restrições do estilo de vida. Além disso, a pessoa tem que contar com os efeitos colaterais dos medicamentos.
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