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Pensamento Positivo?, por José Carlos Nunes Barreto

qua, 8 de janeiro de 2014 00:00

 * José Carlos Nunes Barreto

“Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.” Cora Coralina

A ensaísta americana Bárbara Enhreneich autora do livro “Sorria – Como a Promoção Incansável do Pensamento Positivo Enfraqueceu a América”, descreve o processo crônico que levou governos e lideranças americanas e do mundo, a subestimar os  sinais e evidências da falência de fundamentos econômicos financeiros, que levaram à crise de 2008.Tenho  para mim que esta sequência de passos, começou na cabeça de pastores protestantes americanos, que só leram o lado  róseo  da bíblia, e não absorveram a cultura e sabedoria de Salomão e de José do Egito. A partir daí fizeram bestseller de sermões eletrônicos, até criarem  a mentalidade da teoria da prosperidade ad infinitum, sem considerar os sete anos de vacas magras, como se fosse  um ciclo de Carnot  onde não há perdas de energia.

Agora, que pagamos o preço desta má fase nos últimos cinco anos de purgação, podemos levantar os olhos e observar as perdas e danos devastadores, e também as sutis mudanças simplificadoras destes mesmos processos e as melhorias associadas. A articulista Olga de Melo, do jornal “Valor Econômico” em recente publicação, vê a redução da edição de livros de autoajuda despencar neste período, após enriquecer por quarenta anos seus autores, haja vista os tempos mais sóbrios e porque não dizer sombrios, vivenciados na Europa e Estados Unidos. Por aqui, um líder, que descobriu-se depois, chefiou  a maior estrutura criminosa da história , destinada a desviar dinheiro público para perpetuar-se no poder, cunhou este tsunami de marolinha, e o Brasil até hoje se afoga e submerge  quase desfalecido, ante tanto despreparo, abastecido por este pensamento  irrealista.

Com mensaleiros muito bem julgados pelo STF, que teve a coragem de colocar 25 ladrões na cadeia, contudo, infelizmente, manteve fora dela o Ali Babá, e o que ele representa para o Brasil de hoje: engodo, atraso, mentiras  chavistas  e ações  castristas. Principalmentena saúde,  continuadas pela gestão de sua sucessora,  a qual destrói  a economia com  seu messianismo  marxpetista pairando como um fantasma a assombrar  a gestão pública do País, que necessita desesperadamente de mais saúde, mais educação, mais segurança e mais infraestrutura, somente conseguidos com  decisões precisas e rápidas – próprias de estadistas.

No plano municipal, votar só em bons nomes, sem considerar o arcabouço partidário, definitivamente precisa sair da agendado homem comum e de bem, pois todo grande contrato que os governos municipais faz com bancos, é oportunidade de fazer caixa para partidos políticos. As prefeituras vão atrás de grandes empréstimos, que endividam ainda mais as cidades, sempre a partir de um objetivo confiável. Quando o dinheiro sai é desviado, culminando no enriquecimento de seus líderes. Desafio alguém a provar que se fica rico na política, sem usar dinheiro público, vender facilidades ou fazer tráfico de influência.

Finalizando, sou um escritor “azedo” com os malfeitos do poder neste raiar de 2014, todavia apenas quero ser uma voz contra o pensamento  positivo  anacrônico e perigoso e desejar um feliz ano novo a todos   que me honram com sua leitura.

*Professor Doutor e Presidente da ALU-Academia de Letras de Uberlândia.
debatef@debatef.com

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