Pelo direito de torcer pelo Brasil, por Mauro Sérgio Santos
qua, 2 de julho de 2014 00:02* Mauro Sérgio Santos
“Copa para quem?”, “Não vai ter copa!”, vociferaram os derrotistas de plantão que imaginavam poder associar um possível fracasso da Copa do Mundo ao fracasso do Brasil, atingindo desse modo, o Governo Federal.
No entanto, ao contrário do fatalismo que postulava, nas ruas, o pessimismo hostil, o evento organizado pela Fifa em parceria com o setor privado e o Estado brasileiro é uma realidade, um sucesso. O Brasil é, sim, capaz de sediar tão faustuoso espetáculo, assim como foi capaz de, na última década, empreender significativas mudanças econômicas e sociais.
Impensável há 15 anos, a Copa do Mundo no Brasil é mais um dos acontecimentos dos últimos tempos que marcam o rompimento em relação a um passado de baixa autoestima, de submissão, de complexo de inferioridade e de consciência subdesenvolvida do povo brasileiro. Ainda há muito o que fazer, mas faz-se necessário reconhecer que avançamos como nunca.
Quando do início da competição ainda havia certa incredulidade e desconfiança que quase contagiaram os torcedores menos entusiastas. O Brasil seria mesmo capaz de capitanear tal evento? Foi. E muita gente parece ainda não acreditar… Da mesma forma como muitos ainda insistem em não reconhecer que deixamos de ser “colônia”.
O Brasil, irreparavelmente, é colocado no centro do mundo. Discute com paridade e dignidade com outras potências. Recebe turistas que daqui partem com outra visão sobre o país do Carnaval, do futebol (…) da superação da miséria e do desemprego, do crescimento econômico, do aprimoramento da democracia.
E, para não dizer que não falei de Copa do Mundo, as partidas são de qualidade inconteste. A torcida, nos estádios, tem sido promorosa. A festa tem se mostrado bela nas capitais e igualmente no interior, reunindo famílias que, juntas, assistem aos jogos.
Gostar de Copa do Mundo não é sinônimo de alienação. Não significa despolitização. Não quer dizer, definitivamente, que vilipendiamos os problemas brasileiros. Assistir aos jogos da Copa do Mundo é antes de tudo programa para quem gosta de futebol, de reuniões familiares, de festa, de alegria.
É preciso tomar cuidado: vociferar irreflexivamente bordões vazios — como “mais saúde”, “abaixo a copa”— pode ser mais alienante que o apreço pelo futebol. Subestimar a capacidade do povo e do Estado brasileiro para realizar a Copa do Mundo de Futebol é, na verdade, trabalhar pelo retrocesso.
Pelo direito de gostar de futebol, de torcer pela seleção brasileira, de torcer e colaborar para a construção de um país melhor. Que venham as Olimpíadas de 2016 e, quiçá, as Olimpíadas de Inverno, no Nordeste,em 2030.
* Membro da Academia de Letras e Artes de Araguari- ALAA; Mestrando em Filosofia; Professor de Filosofia; Autor do livro: “Camaleão: metapoesia”
Nenhum comentário
Últimas Notícias
- ‘Tinder bovino’ ajuda na produção de leite sáb, 3 de outubro de 2026
- DA REDAÇÃO – 3 DE OUTUBRO sáb, 3 de outubro de 2026
- Prefeitura de Indianópolis promove atividade do SCFV com foco na convivência e valorização da vida sáb, 3 de outubro de 2026
- Eleitores precisam estar atentos mesmo diante da liberação de bebidas alcoólicas nas eleições sáb, 3 de outubro de 2026
- ELEIÇÕES: Hoje será o último dia para retirada das urnas sáb, 3 de outubro de 2026
- Série Prata tem goleadas, zebra e Ferro Velho 5 Irmãos em destaque na segunda semana sáb, 3 de outubro de 2026
- BNI Triângulo Norte leva reflexão sobre saúde mental a grupos da regional durante setembro sáb, 3 de outubro de 2026
- CANTINHO DO MÁRIO – 3 DE OUTUBRO sáb, 3 de outubro de 2026
- Duelo de artilheiros vale vaga na semifinal da Supercopa Panda Mito sáb, 3 de outubro de 2026
- José Júlio Lafayette recebe imprensa e apresenta avanço das obras do complexo ambulatorial do HUSF sáb, 3 de outubro de 2026
> > Veja mais notícias...