Paralisação no transporte de cargas continua
sex, 25 de maio de 2018 05:38Da Redação
Caminhoneiros destacam transtornos enfrentados durante a greve
Nessa segunda-feira, 21, caminhoneiros do Triângulo Mineiro aderiram a manifestações contra o aumento no preço do combustível. Vários profissionais estão reunidos no km 38 da BR-050, Araguari sentido Catalão. Outra quantidade de profissionais está no posto Araguaia, localizado na saída para Caldas Novas (GO).

Protestos são promovidos nas imediações do Posto Brasileirão
Com a greve, vários serviços estão sendo afetados. Um deles é o fornecimento de combustíveis. Após a notícia de que o estoque em Araguari acabaria por volta do fim de semana, os postos começaram a receber uma quantidade expressiva de clientes com o intuito de completar o tanque do veículo.
O gerente do posto Brasileirão, Fernando Alves Pereira, afirma que o estabelecimento, assim como praticamente todos da cidade, trabalha com estoque pequeno e as compras são realizadas diariamente. Com a busca por uma quantidade fora do normal, o produto acabou antes do esperado.
“Na segunda-feira consegui efetuar a compra e uma entrega foi feita na quarta-feira, mas não de gasolina e nem de etanol. Tem pedidofeito na segunda-feira, mas que não veio.A base dos fornecedores, em Uberlândia, está fechada, inclusive o motorista que trouxe na quarta-feira não conseguiu retornar”, destacou.
Sobre o aumento do combustível, o profissional revela que ele ocorre diariamente. “Faço cotação todos os dias e percebi que, no último mês, o aumento era de dois, três centavos cada combustível. Apenas o etanol teve uma queda, mas a gasolina comum, o diesel e o S10 foram subindo cada vez mais. Ficamos segurando o preço e quando aumentamos, tem que ser 10, 15 centavos, e isso impacta demais no bolso do consumidor final”, argumentou.
O posto Brasileirão também faz parte dos pontos utilizados pelos profissionais para se reunirem. Dezenas de caminhoneiros estão no local aguardando uma posição sobre o assunto.
“O preço do combustível sobe todo dia e não é repassado para o frete e o desgaste vai crescendo, chega no final do mês a gente está pagando para trabalhar.Vamos ficar aqui até resolver. Até o sindicato dos motoristas, que está nos representando em Brasília, tentar resolver”, afirmou André Martins, que trabalha na profissão de caminhoneiro há 32 anos.
Izaías Martins Oliveira, que atua na área há mais de 20 anos, destaca os transtornos enfrentados pelos colegas de trabalho durante essa greve.
“Estamos precisando de ajuda. Eu, por exemplo não preciso, mas muitos colegas sim. O dono do posto, por exemplo, está gastando a água dele, a energia dele. Sem contar que só em um banho gastamos cinco reais”, revelou.
Na tarde dessa quinta-feira, 24, produtores rurais também aderiram ao movimento e reuniram dezenas de máquinas agrícolas e caminhões em protesto ao preço abusivo dos combustíveis. Os veículos percorreram todas as regiões da cidade como forma de apoiar a greve iniciada por caminhoneiros. “Todos nós da sociedade estamos sendo penalizados e resolvemos nos unir pela mesma causa”, destacou o produtor rural, Amauri Bataglini.
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