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Paralisação dos professores da rede estadual é suspensa após pagamento atrasado

qui, 28 de junho de 2018 05:28

por Carolina Rodrigues

Os professores da rede estadual de ensino de Minas Gerais voltaram ao trabalho na quarta-feira, dia 27. O fim da paralisação, que teve duração de 15 dias, ocorreu após o pagamento integral da primeira e segunda parcelas do salário referentes ao mês de maio, para profissionais ativos e aposentados.

No município, segundo o coordenador geral do Sind-UTE/MGsubsedeAraguari (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), José Luís da Costa, todas as escolas paralisadas voltaram às atividades após o cumprimento da pauta, que solicitava o pagamento dos servidores. “Fizemos um levantamento em todo o Estado, para averiguar se ativos e inativos haviam recebido. Com o pagamento feito no dia 26, nós retornamos ao trabalho”.

Sind-UTE/MG anunciou paralisação há mais de 15 dias devido aos atrasos no pagamento

Sind-UTE/MG anunciou paralisação há mais de 15 dias devido aos atrasos no pagamento

 

Desde fevereiro de 2016, o governo de Minas está pagando os servidores de forma escalonada, em três parcelas, sendo cada uma no valor de até R$ 3 mil. Em relação à terceira parcela, o cronograma prevê o pagamento para esta sexta-feira, dia 29.

O coordenador explica que, apesar de a categoria não ter alcançado todas as metas almejadas, a pauta desta paralisação, em si, foi cumprida, por se referir ao pagamento do mês. “É importante frisar, tendo em vista que muitos dos nossos colegas da educação ficaram frustrados, porque não alcançamos nossos objetivos, que o movimento deste mês foi protocolado para que pudessem receber o salário de maio. O governo cumpriu, então nós retornamos”.

Sendo assim, no que se refere a outras pautas, como o fim do parcelamento do salário, descumprimento de acordos e, até mesmo, melhor qualidade no atendimento por meio do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg), é necessário que sejam protocolados em outros movimentos, a depender de Assembleias Gerais.

“Muitas pessoas não entendem o porquê de estarmos voltando agora, mas nós trabalhamos com legalidade. Quando é decretada uma greve, a pauta tem que ser protocolada, senão não estaremos seguindo os tramites legais. Se uma pauta foi cumprida, nós convocamos outra. Se não for pago o salário até dia 6 de julho, nós paramos novamente”.

É válido reiterar que a greve está apenas suspensa. O término dela depende do pagamento até o 5º dia útil e da aprovação da PEC 49 (Proposta de Emenda à Constituição), que acrescenta o Piso Salarial Profissional Nacional e os respectivos reajustes anuais na Constituição do Estado. O coordenador José Luís da Costa explica que esta PEC “garante o aumento do piso em janeiro de cada ano. O movimento permanece até que ela seja aprovada. Falta apenas uma votação; já passou em todas as comissões e, agora, vai para o plenário”.

 

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