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Paixão pelo cerrado marca trajetória de Julio Monteiro

sex, 3 de abril de 2015 06:56

Talita Gonçalves

Artista completa 45 anos de carreira na próxima semana

O dia 6 de abril é uma data marcante na vida do artista plástico Julio Monteiro. O dia em que, aos 19 anos, deu um passo fundamental para tornar real o desejo de encarar a arte não somente como um hobby, e sim, como ofício: sua entrada na Academia de Belas Artes de Anápolis, em Goiás. São 45 anos de dedicação, seja em seu ateliê ou como professor.

Dos tempos de criança até a mocidade, a forte relação era marcante em seu universo pessoal mesmo antes do contato com as tintas. “Sempre quis isso para a minha vida. A escola de Anápolis era pequena, mas aconchegante. Havia também aulas de piano, e isso tornava o ambiente ainda mais agradável,” relembrou.

Além de projetos, exposições e trabalhos pessoais, Julio Monteiro se dedicou a docência ao longo da carreira. “O que sei foi porque alguém me ensinou, então também tenho que passar para as pessoas o que aprendi. Uma vez levei um martelo para a sala. Quem não sabe utilizar o martelo, segura no meio do cabo, e não na ponta, que é o jeito certo. Assim é o lápis, uma ferramenta que também tem o jeito certo de ser manuseada. Se for muito próximo à ponta, a pessoa não consegue um bom traço,” contou ele.

Do diálogo com a paisagem regional, das técnicas que obteve em sala de aula, a carreira do artista é marcada pela preservação, fio condutor de seu mais recente trabalho, “Memórias Fotográficas, Desenhísticas e Poéticas de sua Excelência o Cerrado”.  O livro é uma espécie de catálogo científico-artístico, que mescla informação e arte, com detalhes sobre 104 espécies do cerrado com flores, frutos, troncos, dados populares e científicos, poemas, ilustrados por fotografias, desenhos e pinturas.

Mesmo com as dificuldades dos caminhos reservados pela carreira artística, Julio jamais se arrependeu de não ter priorizado o aspecto financeiro em sua escolha. “Dinheiro é uma consequência. Sobrevivo da arte. A satisfação pessoal é o que nos dá alegria de viver,” ressaltou.

Atualmente, além de professor no Conservatório Estadual de Música e Centro Interescolar de Artes Raul Belém, também coordena uma oficina de desenho gratuita para crianças dentro do projeto “Em Canto do Céu” no local onde no dia 10, fará uma exposição de aquarelas e óleos – no CEU das Artes do conjunto Monte Moriá. Em agosto, participará de uma série de exposições alusivas ao aniversário de Uberlândia que serão realizadas no SESC.

2 Comentários

  1. rodrigo hirt disse:

    ESSE FAZ Á DIFERENÇA PARA OS ARAGUARINOS ?

  2. Fernando Fonseca disse:

    Parabéns pelo maravilhoso trabalho ao longo desses 45 anos. E que venham mais 45 anos de sucesso! Araguari agradece!

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