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Pagamento escalonado não agrada servidores públicos em Araguari

ter, 9 de fevereiro de 2016 08:04

Da Redação

Trabalhadores apontam medidas mais eficazes para evitar o pagamento parcelado e garantir os diretos dos profissionais

O pagamento dos salários dos servidores do Estado de Minas Gerais continua sendo alvo de críticas por parte do funcionalismo público. Após ter sido divulgado o novo cronograma para 2016, o governo de Minas anunciou que o pagamento para os próximos meses será feito mediante escalonamento.

A manifestação dos educadores também foi contra a política de parcelamento dos salários

A manifestação dos educadores também foi contra a política de parcelamento dos salários

 

Desta maneira, o Estado pagará o servidor em até três parcelas, a partir de fevereiro. Em torno de 75% dos funcionários, ou seja, aqueles que têm um salário líquido de até R$ 3 mil receberam integralmente no quinto dia útil deste mês.

Até o momento, os pagamentos foram feitos em dia e depositados na última sexta-feira – 5º dia útil. Entretanto, aqueles que recebem entre R$ 3 mil e R$ 6 mil tiveram o contracheque dividido em duas parcelas, e quem possui salário acima de R$ 6 mil receberá em até três vezes. A situação gerou questionamentos sobre a real necessidade de efetuar o parcelamento.

Atualmente, Minas Gerais conta com 403.530 servidores ativos e 228.788 servidores inativos, segundo a secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), entretanto não foi possível apontar quantos servidores, do número total, serão afetados na região.

Em Araguari, servidores do setor de Segurança Pública, afirmam que o pagamento quando feito em parcelas, somente prejudica o trabalhador a organizar suas contas. “No nosso caso, não sabemos se vamos receber em dia as próximas parcelas e a desculpa do Governo continua sendo a crise financeira, a falta de verba para quitar as folhas de pagamento. Não podemos continuar desta maneira,” afirmou o servidor Renato da Silva Costa.

Professores também se dizem “angustiados” por não receberem os valores integrais dos seus vencimentos. “Embora desta vez o pagamento do salário tenha sido feito sem atraso, o escalonamento gera uma série de transtornos que vão desde juros de contas programadas para vencer até o quinto dia útil, até as necessidades básicas e demais gastos do dia a dia,” ressaltou o professor Marcos Lander.

Os servidores ressaltaram em entrevista que o Governo possuía outras maneiras de aumentar a arrecadação e garantir o salário que é um direito básico do trabalhador. “É possível economizar em várias outras áreas, como diminuir secretarias, cargos de confiança, auditoria em diversas obras e outras ações que possibilitariam fazer um corte de gasto sem trazer prejuízos aos servidores,” completou o professor.

Indignados com o atual cenário, profissionais da Educação paralisaram suas atividades em várias cidades de Minas com apoio de sindicatos. No último dia 5, os trabalhadores de várias cidades de Minas Gerais, incluindo representantes da subsede de Araguari, realizaram manifestação em Belo Horizonte.  Segundo informações do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), a medida foi motivada pelas ações do governo do Estado e a luta contra o parcelamento dos salários do funcionalismo.

Além disso, os representantes da categoria questionaram a instabilidade de, em cada mês, ser anunciada uma data diferente de pagamento e pediram ao Governo do Estado para honrar os compromissos com os servidores.

Conforme apurou a reportagem, os próximos pagamentos – de abril, maio e junho serão anunciados somente em meados do mês de março, quando o Governo voltará a se reunir com os sindicatos para informar as novas datas do cronograma de pagamentos.

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