Outro acusado de homicídio em Araguari é condenado pelo Júri Popular
qua, 11 de março de 2020 05:15Da Redação
No segundo julgamento popular deste mês na Primeira Vara Criminal da Comarca, o Conselho de Sentença (seis mulheres e um homem), por maioria, condenou Talisson Vinícius Malaquias Nunes pelo crime de homicídio qualificado, tendo como vítima Diego Lougas da Silva Ferreira, o “Bolachinha”, 17 anos, morto a tiros no primeiro dia do mês de dezembro de 2017, na rua Geraldo Nonato, bairro Novo Horizonte.

Crime ocorreu num bar, em 2017
** Arquivo
Em Sessão do Plenário, foram inquiridas três testemunhas de acusação e uma de defesa, sendo o réu interrogado, que negou a sua participação no referido homicídio. Por ocasião dos debates, a Promotoria pleiteou a condenação do réu pelo crime de homicídio qualificado pelo motivo torpe, pelo emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com a finalidade de assegurar a impunidade de outro delito, enquanto que a defesa requereu a absolvição sustentando a negativa de autoria.
Na dosagem da pena, a Juíza Danielle Nunes Pozzer, presidente do Tribunal do Júri, estabeleceu a mesma em 15 anos de reclusão, devendo ser cumprida no regime inicial fechado, por entender ser esse o regime compatível com as circunstâncias pessoais do acusado.
Em face da pena imposta e da gravidade dos fatos praticados e por considerar que não foram alteradas as circunstâncias que fundamentaram a decisão que decretou a prisão preventiva do réu, a magistrada negou-lhe direito de recorrer em liberdade, determinando que permaneça recolhido à prisão.
A Defesa manifestou interesse em apelar da decisão, sendo o recurso recebido em Plenário e determinada a abertura de vista para apresentação das razões recursais e, logo em seguida, ao Ministério Público para apresentação das contrarrazões.
O CRIME
Bolachinha foi morto com disparos de pistola 9 mm, na cabeça e nas costas, por volta de 21h30, em um estabelecimento comercial na rua Geraldo Nonato, sem qualquer chance de reação. Testemunhas teriam relatado que o menor se divertia quando chegaram dois homens numa motocicleta, usando capacetes. O passageiro desceu e atirou, sem qualquer chance de reação para a vítima.
O MP afirmou que, cerca de um mês antes, ele havia presenciado uma tentativa de homicídio contra seu tio e estava sendo ameaçado pelos criminosos. Assim, para que não fossem identificados e denunciados pelo adolescente, os autores decidiram matá-lo.
Talisson foi preso em maio de 2018, em Uberlândia, mediante mandado de prisão preventiva. A foto dele chegou a ser estampada num cartaz de procurados divulgado em parceria com as polícias e o Ministério Público.
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