Operação contra facções em Araguari tem 60 processos e ainda mantém foragidos
sex, 6 de março de 2026 08:00Da Redação

Legenda: Suspeitos de integrar organizações criminosas investigadas na Operação Aqueronte seguem foragidos e são procurados pelas forças de segurança. Informações podem ser repassadas anonimamente às autoridades.
A ofensiva das forças de segurança contra o crime organizado em Araguari continua avançando, mas alguns alvos ainda seguem foragidos. A chamada Operação Aqueronte, conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais e do Ministério Público de Minas Gerais, resultou na abertura de cerca de 60 processos ligados à organização criminosa, envolvendo integrantes de facções que atuam na cidade e na região do Triângulo Mineiro.
De acordo com as investigações, a operação tem como objetivo desarticular grupos criminosos envolvidos principalmente com tráfico de drogas, homicídios e outros crimes violentos, além de enfraquecer a estrutura das facções que disputam território no município. Ao longo das fases da operação, diversos mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos, levando à prisão de dezenas de investigados.
Apesar dos avanços, alguns suspeitos ainda não foram localizados e seguem sendo procurados pelas autoridades. A divulgação das imagens dos foragidos faz parte da estratégia das forças de segurança para que a população possa colaborar com informações que levem à captura dos investigados.
Na última quarta-feira, 4, mais um alvo da operação foi localizado. Após ação conjunta e troca de informações entre a Agência de Inteligência da 4ª Delegacia Regional da Polícia Civil de Araguari, AOps da 9ª Companhia de Polícia Especializada, do 53º Batalhão da Polícia Militar e do 4º BPM de Uberaba, foi preso em Uberaba Daniel Alves dos Santos, conhecido pelos apelidos “Mão Negra”, “Escobar” ou “Pelezinho”.
Segundo as autoridades, ele estava foragido desde a terceira fase da Operação Aqueronte. Durante o período em que permaneceu escondido, o mandado de prisão chegou a ser baixado indevidamente após a apresentação de uma certidão falsa, situação que foi posteriormente identificada e corrigida pela Justiça, com o restabelecimento da ordem de prisão.
As forças de segurança afirmam que as buscas pelos demais foragidos continuam e reforçam que qualquer informação pode ser repassada de forma anônima pelos canais oficiais de denúncia. O objetivo é concluir a responsabilização criminal dos investigados e reduzir a atuação das organizações criminosas na região.
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