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Oncologista araguarino realiza primeiro transplante de medula óssea pediátrico no ICDF

sex, 23 de dezembro de 2016 05:24

Da Redação

Procedimento foi realizado em um segundo paciente, que recebeu alta nessa terça-feira

O Oncologista araguarino, Dr. Carlos Eduardo Sá Araújo, realizou, no dia 17 de novembro, o primeiro transplante de medula óssea pediátrico do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF). O procedimento foi realizado em um segundo paciente, que recebeu alta nessa terça-feira, 20, e um novo transplante deve ser realizado nessa quinta-feira, 22.

Dr. Carlos Eduardo Sá Araújo, especialista em cancerologia pediátrica

Dr. Carlos Eduardo Sá Araújo, especialista em cancerologia pediátrica

Antes de iniciar suas atividades no ICDF, Dr. Carlos Eduardo Sá Araújo, especialista em cancerologia pediátrica, era integrante da equipe de Oncologia Pediátrica do Hospital do Câncer de Uberlândia e preceptor no setor de Pediatria do curso de Medicina do Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac) Araguari. “Eu estava no Hospital do Câncer de Uberlândia há alguns anos e em vias de montar um centro de transplante, mas não foi possível, então, fui chamado para compor a equipe do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal”.

De acordo com o especialista e responsável pela pediatria na Unidade de Transplante de Medula Óssea (TMO) do ICDF, o instituto realiza transplantes em adultos desde 2014. “Eles me convidaram para compor a equipe pediátrica e fui para Brasília no final do mês de setembro. Em novembro, realizamos o transplante em nosso primeiro paciente e, nessa terça-feira, 20, demos alta ao segundo paciente que recebeu o transplante. Atualmente, estamos com outro paciente internado, que deve receber a medula nessa quinta-feira, 22”.

O especialista esclarece que o transplante de medula óssea não é um procedimento cirúrgico. “Ao contrário do que muitos acreditam, é um procedimento clínico, onde é feita a infusão da medula por acesso venoso. Os dois transplantes realizados foram através de banco de dados. Quando não há doadores na família, fazemos essa busca no banco de dados e, achando um compatível, internamos o paciente”.

Segundo o especialista, o paciente, após a internação, recebe doses altíssimas de quimioterapia. “Essa quimioterapia acaba com a medula antiga para que consigamos infundir uma nova medula. É um procedimento arriscado porque zera a imunidade do paciente e ele fica muito debilitado. A perda medular ocorre em cerca de três semanas e após a infusão o paciente permanece internado por um período entre 30 e 40 dias. Mesmo depois da alta, os acompanhamentos continuam”.

O oncologista afirma que a fila de pacientes aguardando um doador compatível é grande. “São necessários meses de espera e, caso não encontre um doador compatível, o paciente pode vir a óbito. Esses pacientes precisam da doação, então, é importante que as pessoas façam o cadastro no banco de doadores. A doação da medula é um procedimento relativamente simples e não é arriscado”.

1 Comentário

  1. Carlos Eduardo disse:

    O texto está equivocado em alguns pontos. Onde lê-se “perda medular” o correto é pega medular, ou enxertia

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