O Brasil está ficando para trás, por J.A. Puppio
sex, 8 de agosto de 2014 00:02* J.A. Puppio
O Chile fez as obrigações de casa e vem se tornando um país eficiente. A Colômbia soube combater o narcotráfico e teve uma melhora acentuada em sua economia, chamando a atenção dos grandes investidores, e o povo sente que tudo melhorou.
O México recentemente vive uma situação mais estável, onde um presidente jovem e dinâmico conseguiu equilibrar a economia com seis reformas que eram consideradas impossíveis, mas foram realizadas, sendo a reforma do petróleo a principal.
Sabe-se que o congresso mexicano fez um pacto entre os três maiores partidos com vistas apenas ao interesse da nação. Onde há vontade política tudo é possível.
No Brasil, por sua vez, um único sindicato, o SAS (Sindicato dos Aeroportuários de Santos), arrecada em somente um dia R$ 15 milhões, pois cobra mil reais para liberar uma ou qualquer importação, seja ela de R$ 500 ou R$ 5 mil. Assim, o presidente do sindicato fica entre os bilionários e se perpetua no poder e empobrece a população brasileira por completo.
No Brasil, o povo trabalha seis meses por ano somente para pagar impostos enquanto nos USA trabalha por ano 80 dias para pagar impostos, em um país que é invejado no mundo pelas suas leis sociais.
Na Suíça, o trabalhador trabalha 99 dias para pagar impostos e na aposentadoria o salário é integral, sem nenhum cálculo, seja ele por tempo de serviço ou pelo fator previdenciário.
Mas o Brasil vive hoje em clima de fim de festa e de reinado, a nação brasileira está vazia de esperança sem nenhum sonho. Se fizermos uma análise comparativa dos anos 1970, o Brasil apresentava uma situação da capacidade empresarial incomparável com o México.
Hoje, o México nos ultrapassa na exportação de automóveis, sendo o México de hoje o terceiro maior exportador para o resto do mundo. O México é um país que enfrentou e venceu a China, conseguiu a proeza de ter um custo de trabalho de 15% inferior ao chinês.
Há aproximadamente cinco anos, o Brasil era o expoente e o México estava à
beira do colapso. Hoje tudo se inverteu.
O México vem cada vez mais aparecendo na mídia internacional com aplausos, enquanto o Brasil só aparece na mídia em razão das atrocidades dos presídios do Maranhão, as incompetências na Copa e das violências nas cidades.
Com certeza não será com a China que iremos acertar nossas produções industriais e agrícolas, mas não podemos fazer o que foi feito em 2012 com o México, onde o Brasil impôs cotas restritivas de automóveis, repetindo o que a Argentina vem fazendo com o Brasil. Pois assim não iremos vender para nenhum país nossa produção industrial.
Precisamos de uma reforma para o Brasil, já!
* Presidente da Air Safety e autor do livro “Impossível é o que não se Tentou”
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