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Neuropsi – O que é Transtorno de Personalidade Esquiva?

qui, 5 de outubro de 2017 05:07

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1- O que é Transtorno de Personalidade Esquiva?

O Transtorno de Personalidade Esquiva é um transtorno de personalidade caracterizado por um padrão predominante de inibição social, sentimentos de incapacidade, sensitividade extrema a críticas ou repreensões, e uma tendência à solidão ou isolamento. Pessoas que apresentam o transtorno de personalidade esquiva veem a si mesmas como socialmente ineptas e não atraentes e evitam contato social por medo de serem ridicularizadas, humilhadas ou desprezadas. Os pacientes, tipicamente, mostram-se solitários e relatam o sentimento de distanciamento da sociedade. Entre 0,5 e 1% da população em geral sofre de transtorno de personalidade esquiva.

2-Quais são as suas características?

As pessoas que sofrem de transtorno da personalidade esquiva caracterizam-se por ter sentimentos de inadequação, por serem hipersensíveis às avaliações negativas e por evitar qualquer contato com as pessoas por medo de serem desaprovadas. Se bem que este transtorno tem certas semelhanças com a fobia social, diferencia-se desta, pois nesta última as pessoas evitam determinadas situações sociais, mas não as relações próximas. No transtorno da personalidade esquiva, evita-se qualquer tipo de interação pessoal; existe o desejo de se aproximar das pessoas, mas o medo de ser rejeitado é mais forte.

3-Como diagnosticar o transtorno de esquiva?

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, na quinta edição (DSM-V ), o transtorno deve ser diagnosticado se houver:

Evitação de atividades devido a um medo irracional de rejeição ou críticas.
Falta de vontade de entrar em um relacionamento interpessoal.
Moderação em situações interpessoais devido ao medo de ser ridicularizado.
Preocupação com a crítica e temor de rejeição.
Inibição das relações interpessoais devido a sentimentos de inadequação.
Percepção irreal de inadequação social e inferioridade perante aos outros.
Relutância em participar de atividades novas devido à ideia de risco e constrangimento.

4-Como ajudar a uma pessoa com esse transtorno?
Procure informação sobre o transtorno de personalidade esquiva. Para poder ajudar o seu familiar, primeiro entenda o que ocorre e porque lhe acontece.

Não o julgue, se decidir não ir a uma reunião social por medo de ser recusado. Também não o critique nem o menospreze. Isto só agravará seus sentimentos negativos e você perceberá que ele vai sentir uma rejeição da sua parte que o fará se sentir pior.

Incentive-o a sair ainda que responda sempre negativamente. Proponha-lhe também planos que sejam de seu interesse e deixe-o saber que você estará a seu lado e que não deve sentir medo pela rejeição porque o que importa é estar bem e se desligar da vida diária em companhia.

5-Como é realizado o tratamento?

A terapia cognitiva pode ser útil. Esta terapia assume que o pensamento errado do paciente está causando o transtorno de personalidade, e, portanto, centra-se na mudança de padrões cognitivos distorcidos por examinar a validade das hipóteses por trás deles.

Se um paciente sente que ele é inferior, desagradável, e socialmente inaceitável, um terapeuta cognitivo iria testar a realidade dessas premissas pedindo ao paciente para nomear amigos e familiares que gostam de sua companhia, ou para descrever os encontros sociais do passado.

Ao mostrar ao paciente que outros valorizam a sua presença e que situações sociais podem ser agradáveis, a irracionalidade de seus medos e inseguranças sociais estão expostas. Este processo é conhecido como restruturação cognitiva.

5 Comentários

  1. AMANDA disse:

    E quando o paciente não aceita o tratamento com TCC e muito menos o medicamentoso?

  2. Jonas disse:

    E quando mesmo após mais de 10 anos de terapias variadas,psicólogos,psiquiatras e nada de resultados significativos.
    Abandonei a escola no ano 2000 e até hoje mesmo depois de um monte de psicólogos diferentes e todos medicamentos disponíveis não consegui sequer entrar numa escola pra fazer uma simples matrícula.
    Psicologia só serve pra gente rica e bem sucedida ter algo a mais no currículo.
    Deviam liberar logo a eutanásia ou então se acostumem que o número de suicídios só tende a aumentar.

  3. elis kerber disse:

    Penso que as situações de bulling na escola e rejeição na infância sejam fatos predominantes nesta síndrome.

  4. Bruno Marconcini Moreira disse:

    Eu fui uma Criança normal na minha infância mesmo que me considerassem sempre o Café com leite da turma, eu era extrovertido, porem com o passar do tempo eu mudei do nada e sem motivo algum, eu me transformei de um garoto que fazia piadas e era engraçado pra alguém extremamente fechado e vulnerável a críticas, deixei todos os meus amigos que fiz para trás pois não me satisfazia mais com eles me tornei isolado e hoje aos 21 anos não tenho sonhos e nem objetivos, abandonei a escola e dependo dos meus país até hoje. Marquei uma consulta com um psicologo agora e mesmo que eu ache que não irei mudar com conversa penso que devo tentar algo para pelo menos ter um descargo de consciência.

  5. Rodrigo M disse:

    Acho q meu irmão sofre desse transtorno, após ler o texto sinto q passei a conhecê-lo mais — mesmo q ainda não tenha ideia q como ajudar; ele é refratário a todos os procedimentos indicados nesta página

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