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Nas primeiras dez horas de operação Samu Triângulo Norte recebe 158 ligações

qua, 4 de julho de 2018 05:08

por Tatiana Oliveira | Com Assessoria

Entre elas 14 requereram saídas de unidades para atendimento. Em Araguari foram recebidas cinco ligações até o final da tarde

O Samu Triângulo Norte entrou em operação na manhã de ontem, 3, nas 26 cidades conveniadas.A Gazeta do Triângulo esteve no local onde fica a base do Samu192 na cidade, e encontrou 23 servidores em treinamento para atender a população. Conforme apurado pela reportagem, até as 17h de ontem a central havia recebido cinco ligações, sendo que, em quatro foram realizadas orientações médicas e em uma ocorreu a saída de ambulância, mas sem atendimento; quando a ambulância do Samu chegou ao local o paciente havia recebido cuidados médicos.

Base Descentralizada do Samu em Araguari

Base Descentralizada do Samu em Araguari

 

De acordo com informações da Central de Regulação do Consórcio Público Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência – Cistri, nas primeiras dez horas de operação, a Central de Regulação do serviço móvel registrou 158 ligações. Dessas, 18,35% foram referentes a orientações médicas e saída da unidade para atendimento no local. Em números isso retrata: um trote, 15 orientações médicas, 81 orientações não médicas, 47 quedas de ligações e 14 saídas de unidades (3 de suporte avançado e 11 de suporte básico).

Todas as ligações feitas ao 192 são encaminhadas à equipe de plantão que funciona 24 horas nos sete dias da semana na Central de Regulação. Em um primeiro momento, o auxiliar de regulação médica vai colher os dados com endereço e proximidades, para facilitar a localização e encaminhar a ligação para um médico. Segundo a Central de Regulação, nesse momento o médico verifica o que pode ser feito, se a queixa requer atendimento no local ou se é necessária apenas orientação. Se for um caso de urgência ou emergência, uma das bases nas 16 cidades é acionada para o atendimento. Todo movimento da frota de ambulâncias é monitorado pelos rádios operadores na Central.

Na Central, são 36 profissionais entre médicos, técnicos e rádios operadores. Do outro lado, nas 17 bases descentralizadas nos municípios, operam 198 profissionais de saúde entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores socorristas que estão preparados para o atendimento pré-hospitalar.

A equipe de atendimento constantemente está em comunicação com a Central e, assim que realizam o primeiro atendimento, informam a situação ao médico regulador para que este defina para qual unidade de saúde o paciente precisa ser encaminhado. “A nossa rede de atenção à urgência e emergência está estruturada em 183 pontos para atender o SAMU, de média a alta complexidade”, reforçou o secretário executivo do Consórcio, Rodrigo Alvim. “Assim que o médico regulador determina para qual porta de entrada o paciente é encaminhado, estabelece comunicação com as instituições de saúde”, explicou.

Um caso que seguiu este fluxo do serviço de urgência foi o atendimento a um paciente que teve um acidente vascular cerebral há 10 dias e estava sentindo desconforto respiratório. “Encaminhamos uma Unidade de Suporte Básico (USB) com uma enfermeira. Chegando lá, ela me passou todos os dados vitais e decidimos encaminhar o paciente para a UPA 24 horas em Araguari”, relatou o médico regulador, L.X.  Registrado na Central às 11h30, em trinta minutos o paciente deu entrada na UPA.

Conforme nota oficial da Superintendência Regional de Saúde de Uberlândia, “o primeiro atendimento do Samu foi um pedido de orientação e informação, às 7h30, em Gurinhatã, na região do Pontal do Triângulo Norte. Como o caso não necessitava de uma intervenção no local, a Central orientou o paciente sobre o papel do SAMU e o serviço mais adequado para a situação”.

Durante o período matutino, a maior parte das ligações foi de orientações não médicas, relatou Rodrigo Alvim. “É importante que a população saiba em quais casos deve ligar para o número 192. Neste primeiro momento, o nosso esforço será orientar e conscientizar a população, além de correções em nossos processos para qualificarmos cada vez mais o nosso atendimento”, coloca em nota oficial.

Conforme a superintendente da Regional de Saúde de Uberlândia, Rosângela Borges Paniago, o SAMU é possível graças ao trabalho em conjunto e alinhado entre o Estado, as secretarias de Saúde, o Corpo de Bombeiros, as instituições de saúde e o consórcio Cistri. “Precisamos e estamos muito alinhados para que o SAMU seja uma realidade. O Consórcio tem feito um trabalho muito cuidadoso em sua implantação”, finalizou a superintendente.

Corpo de Bombeiros

Antes do Samu ser implantado, grande parte dos atendimentos médicos era encaminhada pela 3ª Companhia do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais – CBMMG.  Com o início da operação os militares entraram em contato com a Central de Regulação para resolver algumas questões. “A expectativa nossa é que o Samu venha regulamentar alguns atendimentos que fazemos e que não são emergências. Hoje, se um cidadão disser que sente dor de cabeça, por norma interna,devemosatende-lo e disponibilizar uma viatura para isso”, coloca o 2º tenente Ésio Oliveira Ribeiro, comandante do1º Pelotão da 3ª CIA BMMG do 5º BBMMG.

Na tarde de ontem, 3, representantes da 3ª Cia reuniram-se com a Central de Regulação para encontrar alternativas. Conforme informado pelo tenente antes do encontro, uma das opções seria proposta para a Central. “Até que tenhamos um deferimento da nossa norma, como por exemplo, todas as ocorrências hospitalares serem migradas pelo Samu, estamos avaliando a possibilidade de fazer um flash onde o atendimento hospitalar seja encaminhado para o 192”, afirma. Até o fechamento da edição a reunião ainda estava em andamento.

Quando devo chamar o SAMU?

– Problemas cardiorrespiratórios

– Acidentes com traumas e fratura

– Trabalho de parto com riscos à mãe ou filho

– Queimaduras graves

– Crises convulsivas

– Intoxicação e envenenamento

– Sangramentos e hemorragias

– Ocorrência de maus tratos

– Surtos Psiquiátricos

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