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Mulher que atirou contra ex-amásio irá a julgamento popular

sex, 17 de julho de 2015 08:49

Da Redação

Na manhã de 27 de janeiro de 2012, na rua Jaime Gomes, bairro Santa Helena, o pedreiro Wanderley Lindemberg, o Branco, foi morto com três tiros à queima roupa em sua residência. As investigações do crime começaram minutos após os fatos, por volta das 7h, e quatro horas depois, policiais civis localizaram um revólver calibre 32 com três munições deflagradas no quintal da residência da ex-amásia da vítima, no bairro Goiás. A mobylete que ela teria usado na fuga também foi encontrada com um dos filhos do casal. Dias depois, a mulher se apresentou na Delegacia, confessou a autoria do homicídio e alegou arrependimento.

O Ministério Público de Minas Gerais denunciou S.M. por homicídio qualificado (motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima), consistente em disparar três tiros de arma de fogo contra o peito do ex-amásio, em função de ciúme e inconformismo com o término da relação amorosa.

Com a alegação de legítima defesa, S.M. pleiteou a absolvição e o decote das qualificadoras, não conseguindo êxito. Para o juiz Ewerton Roncoleta, presidente do Tribunal do Júri da Comarca de Araguari, os indícios de autoria quanto ao crime de homicídio qualificado consumado são extraídos das testemunhas ouvidas na Delegacia e no Fórum, bem como do interrogatório da acusada em Juízo.

“Ainda que não possuísse a intenção de ceifar a vida da vítima, pelo menos assumiu o risco de fazê-lo, ao realizar disparos de arma de fogo”, argumentou o magistrado.

S.M. pode recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), mas seu julgamento popular será marcado em breve.

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