Motoristas são abordados por equipes da Patran em blitz da Lei Seca
ter, 21 de agosto de 2018 05:11Da Redação
Neste final de semana, equipes da Patrulha de Trânsito (Patran) do 53º Batalhão de Polícia Militar de Minas Gerais promoveram uma blitz da Lei Seca. A ação, desencadeada a nível estadual, também aconteceu em várias cidades da região.
De acordo com o coordenador da operação em Araguari, cabo Arlindo Rodrigues da Cunha, os militares estiveram em vários pontos da cidade, entre as 18 horas de sábado, dia 18, e 2 horas de domingo, dia 19. Foram abordados cerca de condutores de 60 veículos.

Cerca de 60 motoristas foram abordados neste final de semana
**Divulgação
Conforme balanço, duas Carteiras Nacional de Habilitação foram recolhidas, porque estavam vencidas; duas pessoas tiveram o veículo recolhido por estarem dirigindo sem habilitação; e uma motocicleta foi recolhida porque estava com o chassi cortado. Além disso, dez pessoas foram solicitadas para realizar o teste do etilômetro, sendo que uma delas se recusou, tendo sido autuada com medidas administrativas e multa.
O militar ressalta que as operações estão sendo feitas com frequência, “a fim de coibir as pessoas a dirigirem embriagadas”. O trabalho acontece, principalmente, na expectativa de conscientizar os motoristas sobre o perigo da mistura de bebidas alcóolicas e direção. Diariamente, o país registra acidentes que, muitas vezes, tiram a vida de inocentes no trânsito.
A chamada Lei Seca está em vigor desde 2012, regulamentada pelo Conselho Nacional de Trânsito no fim de janeiro de 2013. No que se refere ao teste do etilômetro, o motorista que apresenta 0,05 miligrama de álcool por litro de ar, deverá pagar multa, além de ter o documento do veículo e Carteira Nacional de Habilitação apreendidos. Se o teste registrar 0,34 miligrama, é caracterizado crime, com pena prevista.
Aqueles que se recusam a fazer o teste também são penalizados, além disso, os testemunhos de policiais ou cidadãos, bem como gravação de vídeos, podem ser utilizados para comprovar a embriaguez.
Outra questão pontuada por cabo Arlindo se refere ao uso do celular ao volante. Conforme pontuado em reportagem anterior, divulgada pela Gazeta do Triângulo, o número de pessoas que utilizam o WhatsApp enquanto dirigem é alarmante; além disso, foi constato pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) que esta é a terceira maior causa de acidentes automobilísticos no país, perdendo apenas para o abuso de velocidade e uso do álcool.
Desta forma, os militares estão trabalhando em operações que contribuam com a conscientização dos motoristas, de forma a inibir, de todas as maneiras, o número de acidentes. Ainda este mês, os policiais devem se engajar em outras ações no mesmo teor.
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