Ministério Público pede 22 anos de prisão para acusado de torturar mulheres no Amorim
sáb, 13 de fevereiro de 2016 08:31Da Redação
O promotor de Justiça André Luís Alves de Melo quer a condenação do pedreiro A.A.M., de 40 anos, por tortura, ameaça e cárcere privado, conforme denúncia oferecida à Justiça de Araguari. O processo se encontra nas alegações finais, prestes a ser sentenciado.
O acusado teria cometido os crimes contra a amásia e uma amiga da jovem, ambas de 41 anos, em agosto do ano passado, numa residência do bairro Amorim. O representante do Ministério Público requereu a pena no patamar mínimo de 22 anos de reclusão, no regime inicial fechado.
“Conforme consta de todo o caderno investigativo, seja na fase administrativa ou judicializada, há provas robustas, suficientes e concretas acerca do cometimento dos crimes imputados ao réu. As fotografias são de clareza ímpar quanto aos sofrimentos que as vítimas foram submetidas e os depoimentos trazidos nos autos espelham a real condição da maldade e frieza que o denunciado cometeu os crimes, demonstrando indiferença com o ser humano”, ressaltou o promotor.
Ele acrescentou que aproximadamente quatro meses antes dos acontecimentos, outra vítima alegou ter sido estuprada e ameaçada pelo acusado, que, além disso, seria investigado pelo assassinato de uma jovem do Conjunto Allan Kardec, a qual se encontra desaparecida há anos.
O CASO
A denúncia narra que A.A.M. convivia com a amásia A. pelo prazo de 12 meses. Na data dos fatos, cometeu agressões contra ela e sua amiga T., utilizando uma barra de ferro. Em seguida, trancou a casa impedindo que as ofendidas saíssem e, para que os vizinhos não ouvissem o que se passava no local, ele aumentou o volume do som.
Não satisfeito, o homem obrigou que as vítimas cometessem alguns atos entre elas e com ele, pois seriam novamente agredidas caso se recusassem. A tortura permaneceu por quatro horas.
Assim que a vítima T. conseguiu escapar das garras de A.A.M., ela acionou a Polícia Militar, mas o acusado levou a amásia para outro imóvel, mantendo-a trancada, onde prosseguiu as agressões com socos e chutes, quebrando uma cadeira em suas costas, além de dopá-la usando calmantes. Também teria ameaçado matá-la e enterrá-la no quintal.
Em Juízo, a vítima A. confirmou os fatos e disse que era sempre mantida em cárcere, mediante ameaças de morte, caso procurasse a polícia. Sua amiga também ratificou as agressões, tortura e ameaças de morte. Contou que no dia dos fatos foi até o local conversar com A., mas assim que entrou no imóvel começou a ser atacada pelo acusado.
O pedreiro foi preso pela PM na rua Abrão Calil. Os militares tiveram que arrombar a porta para contê-lo, uma vez que se encontrava bastante agressivo. Na residência, a amásia estava deitada na cama com hematomas e perfurações pelo corpo, totalmente debilitada e com suspeita de fratura em um dos braços.
Ao ser ouvido no Fórum, o acusado apresentou outra versão sobre os fatos, negando os crimes e afirmando que as vítimas estariam tendo “um caso”, e que as lesões sofridas por ambas são advindas de um empurrão caindo sobre um amontoado de madeira ou de pedras.
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