Mercado de veículos tem queda esperada para 2015
ter, 3 de fevereiro de 2015 03:16DA REDAÇÃO – A indústria de veículos do Brasil inicia o ano com a terceira queda anual consecutiva. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), estima-se que as vendas de carros tenha queda de 0,5%. A expectativa é de que sejam emplacados 2,47 milhões de automóveis, 832,1 mil comerciais leves, 135,4 mil caminhões e 31,8 mil ônibus.
A situação é referente à fraqueza do mercado interno, aliada ao tombo nas exportações, o que tem motivado as montadoras a desacelerarem produção e identificarem excedentes de pessoal. As alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que variam conforme a motorização do carro voltou ao “normal” em 1º de janeiro último, o que deve resultar num aumento médio de 4,5% nos preços dos carros.
Segundo o presidente da Fenabrave, Alarico de Assumpção Junior, as preocupações para este ano são os juros altos e a volta da cobrança do IPI. Questionado sobre a queda, o presidente afirmou que a perspectiva para 2015 é realista. “Não há grandes alterações no cenário em relação ao ano passado”, disse ele, referindo-se à estagnação da economia. “Se o PIB crescer, nosso setor vai avançar”, afirmou o presidente da Fenabrave.
Em Araguari, as concessionárias estão se preparando para não perder o ritmo de vendas. A expectativa é que as lojas realizem no primeiro semestre deste ano promoções com os estoques antigos para que não haja queda na comercialização dos veículos.
A venda de veículos semi-novos também deve crescer, segundo o consultor de vendas Vinícius Mota. As revendas tenderão a pagar melhor pelos automóveis usados, por meio de campanhas que estimulem a troca das marcas às quais representam. Assim, os lojistas demonstram mais otimismo, principalmente aqueles que trabalham no segmento da venda de carros de luxo.
Dicas
Para saber o momento certo de adquirir um veículo é preciso descobrir em que situação financeira o consumidor se encontra, para tanto separa-se em três grupos a situação das finanças pessoais: os endividados, os equilibrados financeiramente e os poupadores, e cada um desses grupos deve tratar a compra de formas diferentes. Caso a pessoa tenha um veículo e queira outro, deverá refletir quais as vantagens de um novo carro e se os gastos de dois veículos não são arriscados para a economia familiar.
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