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Médico de 28 anos morre afogado na Represa de Miranda

ter, 6 de fevereiro de 2018 05:39

Da Redação

Vítima trabalhava na Unidade de Pronto Atendimento da cidade

Na tarde de domingo, 4, o médico Wesley Rodrigues do Amaral, de 28 anos, morreu afogado na Represa de Miranda. Segundo o Corpo de Bombeiros, o jovem estava com amigos em uma chácara e resolveu nadar do barco até uma das margens. Durante a travessia, ele fadigou e se afogou. “Ele estava a cinco metros da margem quando estafou e afogou”, relata o tenente Ésio, comandante do 1º Pelotão da 3ª Companhia de Corpo de Bombeiros.

Ocorrência foi registrada em chácara às margens da represa. Ainda de acordo com a corporação, a vítima atuava como médico na rede municipal de saúde e atendia na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araguari. A Missão Sal da Terra, entidade responsável pela administração da UPA, lamentou a morte do colega Wesley Rodrigues. O médico trabalhava na Unidade desde julho de 2016 como clínico-geral. De acordo com a assessoria de comunicação da entidade, o médico era natural de Pires do Rio, no interior de Goiás, solteiro e não tinha filhos. O velório acontece na cidade natal do médico.

Os bombeiros foram até o local e localizaram o corpo após indicações de testemunhas e onde a vítima havia submergido. Segundo a funerária, houve dificuldades em retirar o corpo do jovem para ser velado devido ao acesso à chácara estar cheio de atoleiros. Em diversas vezes, a equipe de bombeiros precisou auxiliar o veículo da funerária. A perícia também foi acionada e os trabalhos finalizaram por volta das 22h.

A prefeitura de Araguari enviou nota oficial à imprensa manifestando pesar pelo falecimento do colaborador, que também prestava serviço na Unidade Básica de Saúde do bairro Goiás. “Diante dessa perda irreparável, toda cidade se solidariza com os familiares e amigos, rogando a Deus conforto para todos nesse momento”, A unidade Básica de Saúde do bairro Goiás, onde o médico atuava, ficou fechada ontem como manifestação de luto.

O médico foi o primeiro falecimento registrado por afogamento no município em 2018. Em 2017, quatro mortes por afogamento marcaram a cidade e em 2016 cinco. “Na represa, as correntes de água diminuem e os afogamentos são menores, porém aumentam os incidentes com embarcações”, coloca o comandante. Segundo ele, a Marinha obriga que tenham coletes salva-vidas nas embarcações, porém não é obrigatório o uso deles. “Isso dificulta, pois não há uma norma que obrigue o uso dos coletes”, acrescenta.

Cuidados em represas

O Corpo de Bombeiros recomenda cuidados específicos para evitar afogamentos. O principal alerta é não entrar em embarcações sem o colete salva-vidas e, caso a pessoa não saiba nadar, não entrar em represas, rios e balneários. Também é importante manter as crianças sempre próximas dos adultos.

Pessoas que não tem o costume de nadar devem evitar longas distâncias, para não estafar e afogar. Para quem não sabe nadar, a recomendação é que entre até um limite seguro. “A água deve chegar apenas até o umbigo”, coloca o comandante do 1º pelotão.

O uso de bebidas alcoólicas deve ser evitado, bem como a ingestão de grande quantidade de alimentos. Em caso de afogamento, algumas providências podem ser tomadas. Caso o acompanhante saiba nadar, pode utilizar uma corda, toalha, roupa ou similares, para tentar retirar a pessoa da água. Se o acompanhante não souber nadar e não tiver conhecimento de nenhuma técnica, é recomendado que ele não tente resgatar a pessoa, pois também pode se afogar.

Uma recomendação dos bombeiros é que, caso seja necessário entrar na água para salvar o indivíduo do afogamento, é importante aproximar-se sempre por trás e nunca pela frente. Na ânsia de sobreviver, a pessoa que está se afogando pode se agarrar ao pescoço da outra e ambos podem vir a óbito.

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