Materiais viabilizados pelo Greenpeace do Cerrado são testados em empresa de Araguari
sex, 18 de maio de 2018 05:00por Mel Soares
Na tarde dessa quinta-feira, 17, representantes do Greenpeace do Cerrado, em Araguari, estiveram na EBBA (Empresa Brasileira de Bebidas e Alimentos) para a entrega de cordas feitas com garrafa pet que serão testadas nas lavouras da empresa.
O objetivo é de que o material seja utilizado como varal de parreira de maracujá, substituindo o tradicional arame de aço. O coordenador do grupo socioambiental, Reynaldo Brito, disse que além dos fatores ambientais, a empresa que aderir a mudança ecologicamente correta conseguirá ter economia financeira.

Profissionais da EBBA receberam o material
Segundo informações de Luana Lemos, do setor de Meio Ambiente da EBBA, a empresa realiza trabalho social fornecendo mudas a famílias por um valor mais acessível. “Temos um trabalho sustentável e o setor agrícola analisou a proposta do Greenpeace verificando que pode ser algo bastante vantajoso, sobretudo no sentido de ser ecologicamente correto”, disse.
A profissional explicou, ainda, que as cordas serão utilizadas como experimento e ao apresentar durabilidade mais encomendas serão feitas.“Nossas lavouras de maracujá são extensase teremos sim o interesse de continuar adquirindo, caso o material seja viável, isto é, resistente”, ressaltou.
Todas as etapas durante a plantação serão monitoradas para avaliar a viabilidade. “Tudo será registrado, fotografado; inclusive vamos comparar o tempo de uso deste material com o convencional, que é o arame e tem média de duração de dois anos”, concluiu
O trabalho do Greenpeace também será direcionado as escolas públicas, com a instalação de coletores de pet. Nestes primeiros meses, as atividades estão sendo viabilizadas nas escolas estaduais Professor Antônio Marques e Raul Soares com o objetivo de orientar os alunos a promoverem a conscientização em suas casas. “Com uma garrafa pet é possível confeccionar meio metro de corda que pode ser usada como varal. Todas estas orientações serão repassadas aos alunos”, contou.
Além de indústrias e unidades de ensino, o projeto denominado Veredas de Plástico contempla várias famílias dos bairros São Sebastião e Vieno. “O nosso objetivo é proteger as veredas por meio de ações como a capacitação de grupos para a confecção de vassouras de pet”, exemplificou.
De acordo com informações, empresas de Uberlândia manifestaram interesse em aderir ao projeto, que atualmente conta com a parceria do Imepac (Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos). “O Imepac entrou com a capacitação para as famílias conseguirem se regularizar e terem o seu próprio negócio através do Micro Empreendedor Individual. Contamos com a colaboração dos cursos de Direito, de Administração e também de Veterinária”, afirmou.
A proposta é unir forças para que o conhecimento sobre o projeto seja difundido. “O objetivo é aproximar as instituições, indústrias e órgãos como o Ministério Público que forneceu equipamentos como as ferramentas para realização destas ações, que também contam com o apoio da Casa Taskan”, finalizou.
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