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Manifestantes realizam atos contra a reforma da Previdência Social

sáb, 1 de abril de 2017 05:32

Da Redação

Nesta sexta-feira, 31, milhares de cidadãos participaram dos atos contra a reforma da Previdência Social, alusivos ao “Dia Nacional de Paralisação”. A mobilização foi convocada por centrais sindicais e movimentos sociais. Desde as capitais do país até nas cidades do interior foram promovidas atividades que reuniram manifestações pelas ruas.

Entre as principais críticas dos manifestantes está a proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287

Entre as principais críticas dos manifestantes está a proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287

 

Em Araguari não foi diferente. Durante a manhã, a direção do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) subsede Araguari, saiu às ruas convocando os cidadãos a participar da mobilização. Assim, representantes sindicais, professores da rede estadual, servidores estaduais, estudantes, entre outras categorias de trabalhadores se reuniram por volta das 16h, na praça Getúlio Vargas, onde puderam participar de palestras e atividades alusivas ao tema.

“Por meio destas manifestações, estamos buscando o apoio dos políticos e representantes do povo para que não votem à favor da PEC. Foi um momento de tirar dúvidas, pois, muitos araguarinos ainda não sabem a respeito da proposta e seus efeitos caso seja aprovada,” ressaltou José Luís da Costa.

Na ocasião, também aconteceram apresentações musicais dos alunos do Conservatório Estadual de Música e Artes Raul Belém, além de panfletagem e explicações sobre as mudanças propostas pela Emenda Constitucional (PEC) 287, que altera as regras da aposentadoria. Pela proposta, o trabalhador que desejar se aposentar recebendo a aposentadoria integral deverá contribuir por 49 anos.

As novas regras, se aprovadas, irão atingir trabalhadores dos setores público e privado. De acordo com o governo, somente a categoria dos militares não será afetada pelas novas normas previdenciárias.

O coordenador do Sindicato chamou a atenção para a data simbólica, pois, há 59 anos era instaurado o golpe militar no país. “Nos recordamos ainda do Ato Institucional (AI-5) que foi o quinto decreto emitido pelo governo militar brasileiro considerado o mais duro golpe na democracia e deu poderes quase absolutos ao regime militar. Representa a retirada dos direitos adquiridos pelos trabalhadores, como está acontecendo atualmente,” ponderou.

Manifestantes em protesto também fecharam as rodovias que dão acesso às cidades do Estado de Minas Gerais. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) trechos da BR-050, BR-452 e o km 15, nas proximidades do anel viário de Uberlândia, permaneceram bloqueados pela manhã.

Paralisação

Os trabalhadores e trabalhadoras em educação decidiram pela continuidade da greve geral durante assembleia estadual, realizada na última terça-feira, 28, em Belo Horizonte. Os professores da rede pública de ensino estadual estão em greve geral desde o dia 15 de março. Em Araguari em torno de 50% das escolas aderiram à greve.

O Conservatório Estadual de Música e Artes Raul Belém, por exemplo, segue com as atividades paradas até o dia seis de abril, quando será feita uma reunião. Outros colégios, como é o caso das escolas estaduais Professor Antônio Marques (Estadual) e Dona Eleonora Pieruccetti, estão em paralisação parcial. E. E. Raul Soares havia aderido ao movimento, mas voltou às atividades nesse segunda-feira, 27.

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