Maior lenda do futebol holandês, Johan Cruyff morre aos 68 anos
sex, 25 de março de 2016 08:20Da Redação
O futebol está de luto nesta quarta-feira. Johan Cruyff morreu aos 68 anos de idade. A própria página oficial do ex-atleta confirmou a morte dele, que lutava contra um câncer de pulmão desde o fim do ano passado.
“Johan Cruyff morreu pacificamente em Barcelona, cercado por sua família, após uma dura batalha contra um câncer. É com grande tristeza que pedimos para que se respeite a privacidade da família durante o momento de dor”, diz nota no site oficial da lenda.
O ex-meia-atacante conquistou títulos e deixou atuações marcantes por onde passou, tendo se consolidado como um dos maiores nomes de Ajax e Barcelona, além de ser a principal referência da seleção holandesa.
Cruyff ganhou nada menos do que oito títulos holandeses pelo Ajax, além de cinco taças da Copa da Holanda e o tricampeonato da Copa da Europa (antiga Uefa Champions League) em 1971-1973. Ele foi o grande nome do melhor time do Ajax na história.
Ele deixou o clube de Amsterdã, pelo qual foi revelado, em 1973, quando acertou com o Barcelona. Em cinco anos como atleta na Catalunha, ganhou um Espanhol e uma Copa do Rei. Seu brilho no time azul e grená, porém, viria com maior destaque na função de técnico.
Cruyff foi o comandante do Dream Team do Barça, que faturou a Copa da Europa de 1992, a primeira na história do clube. À frente da equipe entre 1988 e 1996, também levantou quatro vezes a taça do Espanhol e mais uma da Copa do Rei, entre outros títulos.
Antes de pendurar as chuteiras e virar técnico, porém, a lenda ainda atuaria novamente em sua terra natal após deixar o Barcelona em 1978. Depois de ir aos Estados Unidos – para defender Los Angeles Aztecs e Washington Diplomats -, e à Espanha novamente – para jogar com o Levante -, ele iria à Holanda defender o Ajax mais uma vez e encerrar a carreira no rival Feyenoord.
Pela seleção holandesa, a qual defendeu entre 1966 e 1977, Cruyff somou 48 partidas e 33 gols marcados. Assim como no Ajax, o genial meia-atacante foi o expoente da maior geração da história da seleção.
Talvez seja ele o pivô de uma das maiores injustiças que o futebol tanto comete. Afinal, o jogador que eternizou a camisa 14 nunca venceu a Copa do Mundo. Mas ficou perto. Muito perto.
Liderado por Cruyff, a seleção holandesa que ficou conhecida como Laranja Mecânica foi vice-campeã mundial em 1974 e 1978, tendo perdido as finais para Alemanha e Argentina, respectivamente.
A injustiça, porém, não se deu no seu reconhecimento como um dos maiores nomes que estiveram dentro das quatro linhas.
Isso não significa dizer que ele tenha sido inquestionável em tudo. Nos microfones, sempre se notabilizou por dar opiniões polêmicas, como a de 2013 em que disse que Messi e Neymar não poderiam atuar juntos no Barcelona.
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