LIRAa indica risco médio de infestação do Aedes aegypti no município
sex, 4 de novembro de 2016 05:42Da Redação
A secretaria de Saúde divulgou nesta quinta-feira, 3, o relatório detalhado do Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti – LIRAa. O índice foi de 1,6%, considerado médio risco, 0,6% acima do recomendável pelos parâmetros do Ministério da Saúde. Ao todo, foram analisados 2.578 imóveis dos 56.810 existentes no município.
Este é um método simplificado para determinação dos índices larvários de Aedes aegypti, e possibilita a obtenção de maneira rápida e oportuna o diagnóstico do município com relação à infestação e os tipos de criadouros, permitindo ao gestor direcionar as ações de controle.
No mês de janeiro, o LIRAa apontou em Araguari índice de 0%; no mês de março, a média foi mantida e em abril, o resultado foi de 2%.

Levantamento possibilita a obtenção rápida e oportuna do diagnóstico do município com relação à infestação de Aedes
As regiões da cidade são divididas em estratos. O estrato 3 – bairros Goiás, Nossa Senhora de Fátima, São João e Industrial apresentou o maior índice de infestação: 2,6%. Logo atrás aparece o estrato 2 – bairros Alan Kardec, Jockey Club, Goiás, Goiás parte Alta, Vieno, São Judas, São Sebastião, Jardim Panorama, Independência, Santiago e Araras (índice – 2%).
O estrato 4 – bairros Novo Horizonte, Bosque, Amorim, Jardim Milenium, Belo Jardim tiveram um índice de 1,8%. O estrato 5 – bairros Interlagos, Paraíso, Sibipiruna, Alvorada, Miranda, Parque dos Verdes, Portal dos Ipês, e Gran Ville teve um índice de 1,1%, o mesmo resultado do estrato 6 – Centro, Rosário e Aeroporto índice. O estrato 1 – Santa Helena, Maria Eugênia, Monte Moriá, Brasília, Fátima I, Fátima II, Gutierrez, Madri e Bella Suíça teve o menor índice, com 0,7%.
A maioria dos criadouros positivos foi encontrada em caixas d’água ao nível do solo, em tambores e tonéis em geral, referente a 32,6% do total. Ação indicada é providenciar a cobertura e a vedação, se indispensável proteger e lavar; caso contrário descartar.
A coleta revelou que 21,7% dos criadouros positivos estavam em vasos de plantas, pratinhos, bebedouros de animais, fracos com água. A ação indicada é vistoriar, lavar com frequência, proteger, colocar areia ou eliminar.
Já 19,6% dos criadouros eram recipientes de plásticos, latas e lixos em geral, deixados nos quintais. A ação indicada é encaminhar entulhos e lixos para o destino adequado. Quando indispensáveis, proteger com cobertura.
Outros 17,4% foram encontrados em depósitos fixos: calhas, lajes, ralos, sanitários em desuso etc. A ação indicada é concertar, vedar sanitários e ralos em desuso, lavar com frequência, preencher com areia.
Uma parcela correspondente à 6,5% dos criadouro foram encontrados em caixas d’água. É recomendado providenciar a cobertura e lavar.
O LIRAa também revelou que 2,2% dos criadouros positivos foram encontrados em pneus e materiais rodantes. Esses materiais devem ser condicionados em local coberto. Já em relação aos pneus em desuso, o ideal é fazer furos para evitar o acúmulo de água.
ALERTA
A coordenadora do departamento de Epidemiologia, Lucia Hirono afirmou que o levantamento serve para reforçar a necessidade da população estar em “estado de vigília”, principalmente porque o mosquito transmite não só a dengue, como também a chikungunya e o zika vírus.
“Estou preocupada com a alta incidência de chikungunya nesse ano, pelo fato de que o Ministério da Saúde não conseguiu dar suporte adequado para a realização de exames que identificassem a doença. Muitos casos passaram sem o diagnóstico. Por isso, as pessoas tem que ter consciência e eliminar os criadouros,” concluiu.
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