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Lideranças de Araguari comentam afastamento de Dilma

sex, 13 de maio de 2016 08:06

Da Redação

O Senado aceitou, no início da manhã desta quinta-feira, 12, o pedido de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Foram 55 votos a favor e 22 contra em uma sessão que durou mais de 20 horas e terminou por volta das 6h40.

Antes do pronunciamento, Dilma foi intimada da decisão que a afasta do cargo por até 180 dias. Se for julgada pelo Senado culpada por crime de responsabilidade, será afastada em definitivo, e o vice Michel Temer, que assume desde já, concluirá o mandato até 2018.

Após ter sido intimada sobre a abertura de processo de impeachment no Senado, a presidente afastada Dilma Rousseff fez um pronunciamento de 14 minutos, no Planalto, no qual classificou a decisão como “a maior das brutalidades que pode ser cometida contra um ser humano: puni-lo por um crime que não cometeu”.

A Gazeta do Triângulo ouviu lideranças de Araguari à respeito da atual situação política e econômica do país. O prefeito Raul Belém disse o seguinte: “somente com muita fé, união, respeito com o trato público e amor ao país venceremos este momento. Deus abençoe o Brasil.”

A Gazeta do Triângulo ouviu lideranças de Araguari à respeito da atual situação política e econômica do país. O prefeito Raul Belém disse o seguinte: “somente com muita fé, união, respeito com o trato público e amor ao país venceremos este momento. Deus abençoe o Brasil.”

 

Giulliano Rodrigues “Tibá” (PTC), presidente da Câmara dos Vereadores, ressaltou os desafios que virão pela frente. “É a democracia. Esperamos que Michel Temer possa conduzir o país da melhor forma possível, dando uma injeção de ânimo no mercado para que possamos sair desse momento complicado.”

Giulliano Rodrigues “Tibá” (PTC), presidente da Câmara dos Vereadores, ressaltou os desafios que virão pela frente. “É a democracia. Esperamos que Michel Temer possa conduzir o país da melhor forma possível, dando uma injeção de ânimo no mercado para que possamos sair desse momento complicado.”

 

Presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Araguari, Crystiano Ferreira Batista lembra que o processo ainda está em andamento, mas elenca a importância de um novo direcionamento para tirar o Brasil da crise. “Agora teremos alguns meses para ver as possibilidades de defesa dela [Dilma]. Por mais que essa transição seja um período para definir se houve crime ou não até a decisão final, mesmo interinamente, o então presidente Temer precisa dar um rumo para o Brasil e traçar planos para que o país tenha credibilidade. Se não houver esse propósito de nada adianta o impeachment. Só assim para a economia crescer e a gente voltar a acreditar.”

Presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Araguari, Crystiano Ferreira Batista lembra que o processo ainda está em andamento, mas elenca a importância de um novo direcionamento para tirar o Brasil da crise. “Agora teremos alguns meses para ver as possibilidades de defesa dela [Dilma]. Por mais que essa transição seja um período para definir se houve crime ou não até a decisão final, mesmo interinamente, o então presidente Temer precisa dar um rumo para o Brasil e traçar planos para que o país tenha credibilidade. Se não houver esse propósito de nada adianta o impeachment. Só assim para a economia crescer e a gente voltar a acreditar.”

O ex-prefeito Miguel de Oliveira levou em conta o momento desfavorável em que Dilma foi eleita presidente.  “Legalmente correto [o processo de impeachment]. Ela recebeu uma herança maldita. Tentou administrar, mas não foi feliz. Quanto ao Temer, não acho que precisamos de professores e nem pensadores no momento. Precisamos de um político e só ele sobrou para administrar essa lambança que está aí. Ele pegou um abacaxi.”

O ex-prefeito Miguel de Oliveira levou em conta o momento desfavorável em que Dilma foi eleita presidente. “Legalmente correto [o processo de impeachment]. Ela recebeu uma herança maldita. Tentou administrar, mas não foi feliz. Quanto ao Temer, não acho que precisamos de professores e nem pensadores no momento. Precisamos de um político e só ele sobrou para administrar essa lambança que está aí. Ele pegou um abacaxi.”

CAMINHO DO IMPEACHMENT

Os juristas Miguel Reale Jr., Hélio Bicudo e Janaína Pascoal entregaram o pedido de impeachment da presidente Dilma Roussef (PT) no dia 1º de setembro do ano passado ao então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O documento foi modificado em outubro, pois era baseado apenas nas pedaladas fiscais, sendo acrescentada a denúncia de que a presidente autorizou créditos no valor de R$ 2,5 bilhões sem autorização do Congresso.

Acusado por quebra de decoro ao mentir na CPI da Petrobras sobre contas no exterior, Cunha declarou guerra à Dilma em dezembro, quando decidiu acatar o pedido. Cunha rapidamente determinou a criação da Comissão Especial para analisar as denúncias contra a presidente. A eleição foi secreta com chapa avulsa, e de maioria oposicionista, marcada por clima acirrado entre os lados, resultando em quebra-quebra e ânimos exaltados.

Os aliados do Planalto recorreram ao Supremo e o processo foi interrompido até a decisão do Tribunal, em 18 de dezembro. Com o recesso do Judiciário, o impeachment só voltou a tramitar na Câmara depois da publicação do acordão do STF, o que aconteceu em março deste ano.

A delação do ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral, a condução coercitiva de Lula nas investigações da Lava Jato e a divulgação dos áudios em que o ex-presidente e Dilma acertavam detalhes da tentativa de nomeá-lo chefe da Casa Civil desgastaram ainda mais o governo.

Uma nova comissão foi criada, com integrantes de todos os partidos indicados apenas pelos líderes. A eleição foi aberta e a chapa confirmada com os deputados Jovair Arantes (PTB-GO) na relatoria e Rogério Rosso (PSD-DF) na presidência dos trabalhos.

Em menos de um mês, a votação seria marcada. Neste tempo, o governo tentou conseguir votos oferecendo Ministérios e cargos, mas com a saída do PMDB da base, os outros partidos seguiram o mesmo caminho. A base passou a contar somente com o PT, PDT, PCdoB e PSOL.

A votação na Câmara aconteceu no dia 17 de abril, numa sessão que durou quase dez horas. Por 367 votos contra 137 — 25 a mais do que o necessário — os deputados decidiram dar continuidade ao processo de impeachment, que seguiu para o Senado.

Menos de três semanas depois da votação, o Supremo afastou por tempo indeterminado o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que é réu na operação Lava Jato. O vice Waldir Maranhão (PP-MA) assumiu a cadeira e, inesperadamente, acolheu um pedido da Advocacia-Geral da União anulando a votação do processo de impeachment.

O relatório, porém, já havia sido aprovado na Comissão Especial do Senado e o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), rejeitou a decisão. Pressionado, Maranhão voltou atrás e revogou sua decisão de anular a votação na Câmara.

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