Júri popular é programado três anos após assassinato de jovem no bairro Miranda
qua, 15 de agosto de 2018 05:49Da Redação
No dia 9 de agosto de 2015, por volta de 22h, Bruno Cosme Guedes, 25 anos, foi assassinado com um tiro na cabeça, na avenida Calimério Pereira de Ávila, bairro Miranda, em Araguari. A motivação seria uma desavença entre o atirador e a vítima.
Desde a apuração dos fatos na Polícia Civil até o andamento do processo três anos se passaram e a Justiça, enfim, determinou a data do julgamento popular do acusado T. D. Não havendo novos imprevistos, a sessão no Tribunal do Júri da 2ª Vara Criminal será no próximo dia 19 de setembro, a partir de 9h.

Após ser alvejada na avenida Calimério Pereira de Ávila, vítima caiu em um bar
** Arquivo
A reportagem apurou que o acusado está recolhido numa unidade prisional mediante decretação de preventiva, mas entrou com pedido de liberdade provisória em Belo Horizonte, por falta de provas da sua participação bem como ausência de requisitos para mantê-lo na cadeia.
Salientou, ainda, que o Juízo Criminal em Araguari não acatou o pedido para ouvir eventuais testemunhas de defesa, as quais seriam levadas à audiência no Fórum Oswaldo Pieruccetti independentemente de intimação, ferindo o princípio do contraditório e da ampla defesa.
A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou a liberdade de T. D., entendendo que sua prisão é necessária para a garantia da ordem pública. O acusado responde na Comarca por outros crimes contra a vida.
A demora no julgamento é motivo de reclamação por parte de familiares da vítima, que, após três anos da morte, ainda não tiveram a devida resposta da sociedade.
Segundo testemunhas, na fatídica noite Bruno Cosme estava ao lado de seu veículo quando o atirador chegou a pé e efetuou um único disparo de revólver, atingindo a vítima na região da cabeça.
O jovem conseguiu caminhar por alguns metros para pedir ajuda e caiu próximo ao balcão de um bar. Durante a ação, um homem de 39 anos também foi alvejado, sendo atingido no braço direito.
O suspeito fugiu e entrou em um automóvel estacionado a alguns metros de distância do local do crime. Os disparos foram ouvidos por muitas pessoas que estavam no estabelecimento e socorreram Bruno. Ele foi levado para uma unidade médica no mesmo bairro, mas não resistiu aos ferimentos. Na época, Araguari registrava seu 11º homicídio.
Na oportunidade, os policiais apreenderam uma sacola plástica com dez papelotes de uma substância semelhante à cocaína, uma carteira de bolso, um telefone celular e R$ 70 em dinheiro.
Ainda conforme levantado, o rapaz chegou a apontar o nome do criminoso a um policial militar, que identificou o suspeito, preso meses depois, mediante mandando de prisão preventiva.
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