Júri Popular condena dois por homicídio tentado no bairro Brasília
sáb, 2 de novembro de 2019 05:06Da Redação
Quatro homens e três mulheres que formaram o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Primeira Vara Criminal condenaram os dois acusados pela tentativa de homicídio contra um homem, no dia 30 de junho de 2016, na região do bairro Brasília. A vítima foi esfaqueada e conseguiu sobreviver. A sessão de julgamento ocorreu nesta quinta-feira e durou quase 12 horas, sob a presidência da Juíza Danielle Nunes Pozzer.

Sessão de julgamento durou quase 12 horas nesta quinta-feira
** Gazeta do Triângulo
Entre os denunciados pelo Ministério Público está Rafael Campos Guimarães, “Perobão”, jogador de futebol amador e comerciante do ramo de restaurante. A pena dele superou aos 15 anos de prisão, pois, segundo o Ministério Público, mandou o comparsa Rafael Fabiano, “Paulista”, cometer o delito contra a vítima, valendo-se de recurso que dificultou a sua defesa e agindo impelidos pelo motivo torpe e para garantir a impunidade de outros crimes praticados. O outro acusado pegou 12 anos.
Em Plenário, os advogados de ambos apresentaram a negativa de autoria, pois não havia no referido processo qualquer prova da participação deles no citado crime. O próprio autor das facadas afirmou que não conhecia o outro denunciado.
Foi colocado que não houve o motivo torpe ou recurso de dificultou a defesa da vítima, uma vez que ocorreu uma briga e ambos portavam facas. “As falhas nos autos e a falta de provas não trazem a segurança necessária para os jurados condenarem os réus”, colocou um dos defensores.
Por sua vez, a Promotoria sustentou a acusação, chegando a citar o envolvimento dos réus em vários delitos na cidade, inclusive um assassinato que aconteceu antes do homicídio tentado pelo qual eles responderam nessa semana.
Por conta disso, a defesa pediu que constasse em ata que o representante do Ministério Público não poderia utilizar provas de processos em andamento sobre outros casos, ferindo o artigo 479 do Código de Processo Penal (CPP). Na ocasião, falou até de escutas telefônicas sigilosas.
A defesa manifestou o interesse em recorrer da decisão dos jurados junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
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