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Juízo da 1ª Vara Criminal condena dois por assalto em cooperativa no bairro Amorim

qua, 1 de agosto de 2018 05:13

Da Redação

Pouco mais de quatro meses após o assalto a funcionários de uma cooperativa de combustíveis do bairro Amorim, quando foram subtraídos aproximadamente 16 mil reais em dinheiro e cheques, dois acusados foram sentenciados na 1ª Vara Criminal da Comarca de Araguari.

L. F., que foi ouvido no Fórum Oswaldo Pieruccetti e negou a prática do crime, alegando não saber que o produto do roubo estava em sua residência, pegou 6 anos de reclusão, no regime inicial semiaberto. Sua defesa pretendia a absolvição diante da ausência de provas suficientes para a condenação.

Produto do crime foi recuperado com os autores e uma arma de fogo apreendida ** Arquivo

Produto do crime foi recuperado com os autores e uma arma de fogo apreendida
** Arquivo

 

J. S., que assumiu espontaneamente a autoria dos fatos, afirmando estar na companhia de outra pessoa, e que seu amigo L. F. não tinha conhecimento do assalto, foi condenado a 5 anos e 8 meses de reclusão, também no semiaberto. A defesa dele pediu a fixação da pena base no mínimo legal, tendo em vista a confissão do delito.

Conforme colocado pela juíza Danielle Nunes Pozzer, as versões apresentadas não condizem com a realidade dos acontecimentos, visto que a vítima reconheceu, sem sombra de dúvidas, os réus como autores do roubo. Além disso, revelou, com riqueza de detalhes, o expediente criminoso, especialmente quanto à ameaça pelo emprego de arma de fogo.

Os funcionários da cooperativa foram ouvidos no Fórum e reconheceram os dois acusados como sendo os responsáveis pelo ataque no dia 13 de março deste ano, por volta de 15h, na rua São Salvador, bairro Amorim.

Segundo disseram, assim que saíram do estabelecimento foram fechados por um veículo Siena e uma motocicleta. Um dos autores, portando arma de fogo, rendeu as vítimas, que entregaram o malote com o dinheiro, cheques e boletos bancários.

Antes de apresentar a sentença, a juíza observou que o denunciado L. F. não apresentou nenhuma comprovação suficiente de sua inocência no processo, enquanto a acusação reforçou que o mesmo foi preso em poder do produto do crime, no caso, em sua residência.

“Ressalte-se que vítima e testemunha presencial reconheceram o réu como um dos autores do fato, afastando desta forma qualquer dúvida sobre a sua participação”. Lembrou que nos crimes contra o patrimônio, praticados na clandestinidade, a palavra da vítima prevalece, quando em harmonia com as provas colhidas.

 

AÇÃO RÁPIDA DA POLÍCIA MILITAR

O roubo ocorreu quando dois representantes da cooperativa de combustíveis seguiam num veículo para depositar o dinheiro numa agência bancária.

Conforme narrado no boletim de ocorrência da Polícia Militar, um automóvel Fiat/Siena, cor cinza, abordou as vítimas ainda na rua São Salvador. O passageiro, usando capacete e portando uma arma de fogo, desceu, bateu no vidro e mandou que desligasse o carro. Em seguida, ordenou que entregasse o malote com o dinheiro e as chaves do veículo.

Uma motocicleta Honda/Fan, cor preta, deu cobertura ao ataque. Os marginais evadiram rumo à saída da cidade. Minutos depois, a PM recebeu informações sobre um carro de passeio estacionado no Jardim Milane, proximidades da BR-050, perímetro urbano de Araguari, e um homem moreno ateando fogo no automóvel. Ele usava calça jeans e camiseta preta e teria fugido rumo à mata localizada atrás da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB).

A partir de então foi iniciada megaoperação da Polícia Militar, com apoio da aeronave Pegasus e da Rocca, que vieram de Uberlândia. As guarnições cercaram toda a região e, perto do estádio de futebol do Araguari, foi visualizado um suspeito usando bermuda e capacete rosa. Ele tentou fugir, mas foi perseguido e abordado, entrando em luta corporal com os policiais. Após técnicas de imobilização, o rapaz de 26 anos foi capturado.

Segundo relatado no BO, o suspeito confessou que estava no local para resgatar um conhecido dele, o qual estaria aguardando numa mata. Teria informado ainda que após o roubo os envolvidos se encontrariam numa casa no bairro Flamboyants, onde dividiriam o dinheiro do crime.

As viaturas se dirigiram ao endereço citado. Quando se aproximavam do referido imóvel, visualizaram um VW/Parati, cor preta, evadindo em alta velocidade rumo ao bairro Amorim, colocando a vida de terceiros em risco. Houve perseguição e a abordagem ocorreu na rua Joaquim Barbosa, sendo o autor preso por direção perigosa e o veículo apreendido.

O condutor teria informado que fugiu porque a documentação do carro se encontrava atrasada. Sua versão não convenceu aos policiais, pois havia a denúncia do comparsa sobre a residência onde eles se encontrariam. No local, a mulher do suspeito permitiu a entrada dos militares.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, no telhado da varanda foi localizado um malote, cor verde, com R$ 15.061,00 em dinheiro, três cheques preenchidos e um revólver com munições intactas.

Os militares imediatamente acionaram uma das vítimas, que reconheceu os materiais apreendidos bem como um dos suspeitos como o autor da abordagem em via pública, na tarde de segunda-feira, 13.

Conforme a Polícia Militar, alguém com informações privilegiadas da empresa teria colaborado com a ação dos bandidos. Após consulta da placa do Siena, constatou-se que o veículo foi clonado na cidade de Belo Horizonte. O incêndio no mesmo foi controlado pelo Corpo de Bombeiros.

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