Jovens agridem e ameaçam moradores da rua Aurélio de Oliveira
ter, 16 de fevereiro de 2016 08:09Da Redação
Local é utilizado para consumo de bebidas alcóolicas e drogas
Um morador da rua Aurélio de Oliveira foi agredido, nesse domingo, 14, por um grupo de jovens, que estava consumindo bebidas alcóolicas no cruzamento da avenida Coronel Theodolino Pereira de Araújo com a rua Quinca Mariano. Os moradores solicitam apoio do poder público para solucionar o problema.
De acordo com uma moradora, que preferiu não se identificar, os jovens se reúnem todos os finais de semana no cruzamento. “Eles chegam ao local por volta das 19h e ficam até o amanhecer, consumindo bebidas alcóolicas, utilizando drogas e fazendo muito barulho”. A moradora conta que essas pessoas utilizam a rua Aurélio de Oliveira para fazer suas necessidades fisiológicas. “As moças e rapazes fazem xixi nas nossas portas e até mesmo sexo. Às vezes estamos lavando a calçada, as meninas chegam, tiram a roupa na nossa frente e fazem xixi. Precisamos acionar a polícia de quinta-feira a domingo, pois não temos sossego”.

A vizinhança gravou a agressão e ameaças aos moradores da rua Aurélio de Oliveira (Facebook)
Em relação à agressão, a moradora comenta que foi uma situação atípica. “Nosso vizinho estava chegando de viagem, com a namorada e o filho, e, quando estava entrando em casa, percebeu que algumas moças estavam fazendo xixi na porta. Os policiais nos instruíram a filmar quando nos deparássemos com essas situações, então, foi o que ele fez”.
Segundo a moradora, as jovens tentaram agredir a vítima e chamaram outras pessoas para ajudar. “Um moço se aproximou e disse que era namorado de uma delas. Meu vizinho tentou conversar amigavelmente com o rapaz, mas ele iniciou uma briga e chamou os amigos”. O morador tentou retornar para a residência, porém, os agressores entraram na garagem e o acertaram com uma chave de roda. “Eu estava na porta e meu vizinho correu para a minha garagem”.
A moradora afirma que havia ligado diversas vezes para a polícia. “Não só eu, como todos os vizinhos, acionamos a polícia, porém, eles afirmaram que havia somente cinco viaturas, sendo que duas estavam com presos e as outras no bairro São Sebastião, então, tivemos que aguardar. Quando os militares chegaram, a briga havia terminado, meu vizinho estava muito machucado e os agressores tinham ido embora. Agora, estamos com medo, pois esses jovens disseram que retornariam e ameaçaram meu vizinho de morte”.
A moradora comenta que não sabe a quem recorrer para solucionar o problema. “A Polícia Militar pede para recorrermos no Ministério Público, mas eles não sabem o que fazer. Queremos o apoio do Legislativo, para que seja cumprida a lei do silêncio. Também gostaríamos que fossem colocadas placas proibindo o estacionamento de veículos das 19h às 7h, pois, apesar de não solucionar o problema, iria amenizar essa situação. Está impossível morar nessa rua”.
Os moradores reclamam também da sujeira no local. “Eles ficam na porta até de manhã fazendo algazarra e depois nós temos que varrer as garrafas quebradas e lixos. Um vizinho nosso teve que trocar o portão devido ao xixi, que foi corroendo o material. Ficamos até constrangidos de ter que acionar a polícia quase todos os dias, mas não sabemos mais o que fazer. Não é uma reclamação apenas minha, mas de todos os moradores dessa rua. Nosso vizinho poderia estar morto. Estamos com medo e ninguém resolve o problema”.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, André Luiz Stangl Risse, existe a fiscalização no local. “Temos feito operações inopinadas para a apreensão de veículos que estão abusando do som, mas é uma situação complicada, pois quando os agentes pedem, eles abaixam o som, mas quando a equipe vai embora, eles aumentam novamente”.
O secretário comenta que a questão da concentração de pessoas no local está sendo discutida na prefeitura. “A questão do som alto no local melhorou bastante. Nosso serviço é realizado durante 24h e, após o Carnaval, o relatório de chamadas provenientes dessas ruas diminuiu, porém, existem outras questões além do som alto, que estão em discussão na prefeitura. Novas medidas devem ser tomadas em breve”.
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“De acordo com o secretário de Meio Ambiente, André Luiz Stangl Risse, existe a fiscalização no local. “Temos feito operações inopinadas para a apreensão de veículos que estão abusando do som, mas é uma situação complicada, pois quando os agentes pedem, eles abaixam o som, mas quando a equipe vai embora, eles aumentam novamente”.” É lógico que isso acontece, é uma reação natural abaixar quando a fiscalização chegar e abusado aumentar na sequência, mas o nosso secretário se contenta com isso? essa é a única solução? Que tal um agente à paisana?
Prezado Redator,
Tenho acompanhado diversos debates em Grupos de Redes Sociais, sobre a questão dos aficionados por SOM AUTOMOTIVO, e o desagrado por imensa parcela da população, cujo horário de descanso, entre 22hs e 7hs da manhã, é exatamente o da preferência pelo entretenimento, exercido pelas ruas da cidade.
Em grande maioria dos relatos, tem-se a impressão que não existe Legislação Municipal pertinente a coibir a PERTURBAÇÃO DO SOSSEGO, e sequer quem fiscalize as ocorrências, que não são poucas, ANTES de ser acionada a POLÍCIA MILITAR.
Por outro prisma, os praticantes do barulhento hobby relatam o desejo e compromisso por um local público adequado a “estalar/estralar” seus aparelhos sonoros, e os próprios tímpanos, em lugares afastados de residências e mais ADEQUADOS. Existem atualmente, VÁRIOS LUGARES ABANDONADOS, horrorizando visitantes e transeuntes pelo Município, que simplesmente serviriam ao propósito, se houvesse interesse em uma parceria entre o Município e o Responsável pela área.
Enquanto não houver disposição para a resolução desta questão, o incômodo certamente continuará, pois, sequer há outra opção.
– Ou decretar-se-á TOQUE DE RECOLHER ?!
Percebemos aqui nesta matéria, que a agressão foi ocorrência ATÍPICA, mas o incômodo e transtornos madrugada afora, são constantes e demandam em AÇÃO das Autoridades competentes.
Atenciosamente,
Janis Peters Grants.