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Jornada de Educação Inclusiva reúne profissionais da rede municipal

ter, 4 de agosto de 2015 07:55

Da Redação

Evento destaca os desafios em lidar com as diferenças

Em torno de mil pessoas prestigiaram a 5ª edição da Jornada de Educação Inclusiva, cujo princípio básico é fornecer capacitação aos professores da rede municipal de ensino.

Jornada ocorreu durante o período vespertino e noturno

Jornada ocorreu durante o período vespertino e noturno

 

O evento foi realizado nesta segunda-feira, 3, no salão Golden Hall, das 12h30 às 22h contando com uma programação extensa, tendo como destaque duas palestras ministradas por Max Gunther Haetinger, as quais ressaltaram sobre os desafios do aprendizagem além de temas como afeto, autoestima e a sintonia entre pais e educadores no processo educacional escolar.

A secretária de Educação Márcia Sakai, ressalta que a Jornada tem por finalidade conscientizar os educadores sobre a importância da inclusão nas escolas, promovendo a formação dos profissionais da educação e áreas afins para a efetivação do trabalho e respeito à diversidade.

Ela acrescenta ainda acerca dos programas desenvolvidos nas escolas e creches da rede municipal de ensino. “Além de estar incluída na Constituição Brasileira, a educação inclusiva está prevista no Plano Nacional da Educação e na meta número 4 do plano municipal. O nosso trabalho da rede municipal não se restringe as crianças e jovens entre 6 a 17 anos de idade, mas também inclui o acolhimento de estudantes da rede estadual de ensino, quando solicitados pela promotoria”.

De acordo com informações, em torno de vinte professores da rede municipal atuam no AEE (Atendimento Educacional Especializado), contemplando cerca de 150 alunos com algum tipo de deficiência.

“As aulas de AEE, complementares ao ensino regular, acontecem no contra-turno. Dependendo do grau de dificuldade do estudante, uma cuidadora é destinada a ficar ao seu lado durante as aulas no ensino regular”, destacou a secretária.

A professora especializada na área Mara Marta Montes Soares conta que atende dez alunos com dificuldades de aprendizagem, um deles com síndrome de Asperger, transtorno neurobiológico enquadrado dentro da categoria de transtornos globais do desenvolvimento.

“Todo o trabalho é realizado na Sala de Recursos e consiste em acolher as necessidades de cada aluno, por meio de suportes viáveis ao seu bom desenvolvimento, através de sistema tecnológico e interativo”, explicou.

Conforme informações da coordenadora do NAI (Núcleo de Apoio à Inclusão) Edinamar Ferreira Reis, os alunos contam com três aulas semanais e também são acompanhados por uma equipe multidisciplinar composta por diversos profissionais, como psicopedagogos e psicólogos.

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