Interdição do viaduto da BR-050 no trecho de Araguari causa transtorno aos condutores
sáb, 9 de julho de 2016 05:17Da Redação
Local está interditado há mais de três meses, sem previsão para reparos
Os usuários da rodovia BR-050 tem reclamado da interdição no viaduto localizado na entrada do município de Araguari. A estrada está sob concessão da empresa MGO Rodovias, porém, o trecho ainda é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
O viaduto faz parte da obra de duplicação da rodovia BR-050, que teve início em 2010 e investimento de aproximadamente R$ 500 milhões. A construção dos viadutos localizados em frente ao município teve início em 2013 e a entrega oficial da obra ocorreu em setembro de 2014. A instalação da iluminação e sinalização foi realizada posteriormente à entrega e concluída no final do ano passado.

Depressão na pista pode colocar em risco a segurança dos condutores
O viaduto localizado no Km 39 está interditado desde março devido a uma depressão na pista, que oferece risco à segurança dos condutores. O Dnit afirmou que o desvio deve ser feito devido à anomalias na pista, porém, não informou quando o problema será solucionado e quanto será investido. O fluxo de veículos seguirá pelas marginais da rodovia até a conclusão dos reparos.
A situação foi identificada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em março, porém, segundo o órgão, não há explicações para o que ocorreu. O Dnit também não informou a amplitude do problema e não sabe quem irá arcar com os custos do reparo.
De acordo com os motoristas, a interdição e o desvio para as marginais da rodovia têm causado transtornos no trânsito, principalmente devido à quantidade de caminhões que trafegam no local. A falta de informações sobre o problema e a ausência de previsão para os reparos do viaduto também é motivo de reclamação.
O engenheiro civil José Radi Neto acredita que os problemas ocorreram devido ao tipo de solo do município. “O solo de Araguari é atípico. É um solo silte argiloso, que não existe em outras regiões. A tensão admissível do solo é em torno de 0,2kg por cm², que é a carga que pode ser colocada no local. O aterro possui 12 metros, então, a tensão pode chegar a 1,5 kg por cm², causando uma pressão que irá afundar o solo”.
Segundo o engenheiro, o custo para os reparos do viaduto é alto. “Além do valor, se não houver reparo, o viaduto continuará afundando. Acredito que o trânsito não seja liberado tão cedo e a tendência é que a situação piore no período chuvoso. Todos os viadutos do município que forem construídos dessa forma poderão apresentar o mesmo problema”.
O engenheiro ressalta que, estruturalmente, o viaduto não parece apresentar defeitos. “A estrutura de concreto e a fundação da ponte estão perfeitas, mas o principal problema está relacionado ao encabeçamento do viaduto e o volume de terra utilizado. A única forma de reparar o local seria desmanchar o aterro e fazer tudo novamente. Estou estudando essa situação e pensando em uma forma muito barata de solucionar esse problema”.
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Gostaria que me explicassem como uma rodovia sob concessão de uma empresa a qual cobra pedágio, possui trechos – um dos mais movimentados diga- se de passagem – sob responsabilidade do Dnit. Soa estranho ao meus ouvidos.
O pior Marcio, que não tem como entender, é o porque nenhum promotor, juiz, ou sei lah quem, que tenha “competência” não mexe nesse roubo que é essa privatização, deve ter coisa muiiiiiito grossa nesse vespeiro……
Se esta com problemas não é de ninguém, se vai cobrar, tem dono…
Outro questionamento, ate pro município arrecadar o que é de direito, qual controle existe no pagamento cobrado? Aquele cupom tem validade fiscal? Tem Juiz, Promotor ou vereador aqui que explica aquilo?????