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Homem também deve ser indiciado pelo assassinato de Marcelo Aparecido

qua, 27 de junho de 2018 05:26

Da Redação

A Polícia Civil em Araguari ainda não encerrou o inquérito que apura o assassinato de Marcelo Aparecido dos Santos, ocorrido no dia 25 do mês passado, no bairro Brasília. Ele foi morto com mais de 20 golpes de armas brancas (faca e vergalhão), conforme levantamento do laudo pericial.

A companheira da vítima, de 45 anos, foi indiciada por homicídio qualificado, apesar das várias contradições sobre os fatos. Ela se encontra recolhida no presídio local desde a data do crime, quando assumiu sozinha a autoria, relatando que era constantemente agredida pela vítima.

Delegado de Crimes contra a Vida, Felipe Oliveira Monteiro ** Gazeta do Triângulo

Delegado de Crimes contra a Vida, Felipe Oliveira Monteiro
** Gazeta do Triângulo

O investigado L. O. B. também deve ser indiciado por homicídio qualificado, de acordo com o delegado de Crimes contra a Vida, Felipe Oliveira Monteiro. “Tem fortes indícios de que houve a participação de mais alguém. Como os dois tiveram atrito anterior e também foram encontrados uma camiseta e um boné que testemunhas afirmaram ser do suspeito, entendemos que ele que participou diretamente do homicídio”, disse o policial à reportagem.

O homem foi capturado há dez dias, mediante mandando de prisão temporária expedido pela 2ª Vara Criminal da Comarca. Após a conclusão do inquérito policial, este será remetido ao Poder Judiciário. Não havendo imprevistos, em breve o suspeito será ouvido no Fórum Doutor Oswaldo Pieruccetti.

“Ele nega envolvimento no crime, mas até a conclusão das investigações todas as dúvidas serão elucidadas sobre a sua participação”, frisou Felipe Oliveira.

Segundo a Polícia Civil, a versão apresentada pela companheira de Marcelo em seu interrogatório não corresponde com a cena do crime, fora o fato de que as roupas dela não tinham vestígios de sangue.

“Diante do relacionamento amoroso que os suspeitos mantiveram, inclusive com o desentendimento entre os dois homens e agressões mútuas, em data anterior, tudo leva a crer que isso motivou o homicídio”, concluiu o delegado.

Além de roupas masculinas que não pertencem a Marcelo Aparecido, na cena do crime a perícia encontrou sinais de que alguém havia se lavado no banheiro, e não era a dona da casa.

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