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Governo federal inicia negociações com setor de caminhoneiros

qui, 12 de março de 2015 00:21
Grupos de trabalho têm 15 dias para apresentar tabela referencial de preços

P.J. GODOY – Uma reunião nesta terça-feira, 10, sentenciou o começo de uma série de negociações em busca de consenso entre o governo federal e o setor de caminhoneiros. Após a onda de manifestações que paralisaram as rodovias pelo país, os envolvidos tiveram o primeiro encontro em Brasília.

Entre os principais assuntos discutidos na ocasião, destaque para a criação de uma tabela referencial para o preço do frete pago aos trabalhadores. Diante disso, foram propostos três subgrupos, com representantes do governo, profissionais e empresários, debatendo separadamente os segmentos.

Um dos participantes da comissão organizadora da tabela de frete preço mínimo é José Normandia. Em entrevista ao Jornal Gazeta do Triângulo, ele comentou acerca das definições, além de adiantar os próximos passos a serem concretizados.

“Foram mais de seis horas de reunião, com mais de 100 participantes. Foi o primeiro encontro mediado pelo governo federal e acertamos que será feita uma tabela de preço mínimo. Temos até o dia 26 de março para entregar tudo pronto ao governo federal. São três grupos de trabalho, que envolvem até os preços de multas, pedágios, entre outros. Na próxima semana iremos para São Paulo levar um esboço do que faremos, e depois reuniremos novamente em Brasília”, afirmou.

Além da tabela de preços, outras frentes de trabalho compreendem a regulamentação da nova legislação da profissão de caminhoneiro e a busca por maior eficiência no setor, com regulação de questões como a cobrança de pedágios. Questionado acerca da possibilidade de novas manifestações, José Normandia reforçou a expectativa junto ao governo, mas reconheceu a necessidade de uma solução definitiva.

“Acredito que teremos um apoio maior, uma vez que eles não estão fazendo nada mais do que a obrigação. Saímos da reunião com esperança, pois temos uma tabela pronta, basta apenas adequar alguns pontos. Todas as questões levantadas durante as manifestações entram na pauta, o problema é a resistência, como em relação ao preço do óleo diesel. Sabemos da dificuldade, mas precisamos do reajuste. Contamos com a boa vontade do governo, por isso preferimos dar essa oportunidade e aguardar os resultados, descartando por enquanto novas paralisações”, completou.

Também participaram do encontro os integrantes dos ministérios do Trabalho, Transportes, Agricultura, secretaria-geral da Presidência, empresários e parlamentares, além de sindicatos, representantes do setor de caminhoneiros, transportadores e embarcadores. A partir desta terça-feira, o governo federal tem até 45 dias para definir a situação.

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