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Geraldo França de Lima é tema de livro com lançamento previsto em abril

sáb, 4 de março de 2017 05:19

Da Redação

A natureza era a musa inspiradora de suas obras, como Nó Cego, Branca Bela, Rio da Vida e Serras Azuis. Esta última, adaptada para a televisão em uma novela homônima da Rede Bandeirantes, em 1998. O araguarino Geraldo França de Lima deixou sua marca na literatura brasileira e agora terá um livro dedicado a sua obra.

Assinado por Betina Ribeiro Rodrigues da Cunha e Leonardo Francisco Soares “Geraldo França de Lima: um Escritor em Perspectiva” reúne artigos que tratam da obra do autor, um dos imortais da Academia Brasileira de Letras. O lançamento tem data prevista para o dia 20 de abril, na Casa da Cultura Abdala Mameri. O livro tem ilustrações do artista araguarino Julio Monteiro.

 Geraldo França de Lima, na ocasião da posse na Academia Brasileira de Letras

Geraldo França de Lima, na ocasião da posse na Academia Brasileira de Letras

A organização do evento motivou uma reunião nesta quinta-feira, 2. É o que conta o presidente da Fundação Araguarina de Educação e Cultura – Faec, Jean Laverdi. “Eles são da Universidade Federal de Uberlândia e vieram para analisar o espaço, definir alguns detalhes relativos ao que pretendemos fazer na ocasião, como apresentação de uma orquestra, exposição de arte. Ficamos felizes com essa parceria,” disse.

A Academia de Letras e Artes de Araguari também está na organização do lançamento. Para o presidente Edmar Cesar Alves, “esse projeto vem resgatar a memória do nosso acadêmico imortal, um dos maiores e mais consagrados romancistas do Brasil. Por ser araguarino, isso nos enaltece e nos dignifica dentro da literatura brasileira,” declarou.

Nascido em 24 de abril de 1914 e falecido no dia 22 de março de 2003, na cidade do Rio de Janeiro, o araguarino contou com o incentivo do amigo e gigante das letras: Guimarães Rosa. Geraldo França de Lima gostava de escrever, mas não mostrava para ninguém, quanto mais para o ilustre amigo.

Certa vez, Rosa viu um romance na biblioteca do amigo e sem avisar, levou para ler. E gostou. Sugeriu o título “Serras Azuis” e incentivou a publicação. Em 1961, o livro foi um sucesso de público, recebeu prêmio e garantiu elogios entre os críticos especializados, inclusive no jornal The New York Times.

A prefeitura de Araguari e a Faec- Fundação Araguarina de Educação e Cultura homenagearam o ilustre conterrâneo. O Programa Municipal de Incentivo à Cultura – PMIC, criado em 2007, recebeu seu nome.

2 Comentários

  1. Gilberto Feliciano de Oliveira disse:

    Meus parabéns à Prefeitura de Araguari e a Faec – Fundação Araguarina de Educação e Cultura pela iniciativa em homenagear esse grande nome de nossa literatura e da literatura brasileira. O PMIC é de grande relevância para a nossa cultura e deve ser bem administrado. Acredito que nossa cultura não ficará no anonimato , mesmo porque, o senhor Jean Laverdi ,Presidente da FAEC, é pessoa íntegra e comprometida com as suas responsabilidades. Aproveito o momento, para manifestar aqui o meu apoio quanto ao desejo de nossa Academia de letras, em conseguir local próprio para a sua sede, tendo em vista a sua importância e que, o atual lugar em que funciona, não oferece condições às pessoas deficientes em acessá-lo.

  2. Sueli Gomes de Lima disse:

    Parabéns a Araguari – minha terra! Parabéns ao artista Júlio Monteiro, à Profa. Dra. Betina Ribeiro Rodrigues da Cunha e, especialmente, ao Prof. Dr. Leonardo Francisco Soares – meu orientador no Doutorado em Estudos Literários – UFU!

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