Geóloga da Universidade Federal de Uberlândia discute problemas nos assentamentos do Bom Jardim
sex, 27 de fevereiro de 2015 02:03Proprietários de terra têm lutado há 14 anos para que haja abastecimento de água no local
DA REDAÇÃO – A geóloga Jureth Couto Lemos apresentou, nessa quarta-feira, 25, uma proposta para a solução dos problemas de distribuição de água nos assentamentos do Bom Jardim. A reunião ocorreu no Sindicato dos Trabalhadores Rurais e estiveram presentes os representantes do sindicato e a vereadora Virgínia Alcântara (PTC).
De acordo com a vereadora, os moradores do assentamento têm lutado há 14 anos para que haja abastecimento de água no local. “Com as condições atuais, eles não podem utilizar as terras para nenhuma atividade que gere recursos financeiros e muito menos para a própria sobrevivência”.
A vereadora conta que houve várias tentativas de conseguir uma solução junto ao Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra), do poder público e até mesmo através de parcerias com instituições, como a Universidade Federal de Uberlândia (UFU). “Sempre que temos a oportunidade, levantamos essa discussão e buscamos alternativas”.
Segundo a vereadora, os projetos foram interrompidos por falta de investimento. “O superintendente da SAE, José Flávio de Lima Neto, afirmou durante uma reunião nessa terça-feira, 24, que para alcançar os assentamentos, é necessário construir mais de 30 km de tubulação e isso seria inviável, então, convidamos a professora Jureth Couto para nos apresentar uma proposta, que ela acredita ser financeiramente viável e, a partir dessa reunião, esperamos conseguir subsídios para que a água chegue aos assentamentos. Nossa expectativa é muito boa, porque essa solução alternativa reduz o custo de forma substancial”.
Alcides Lima de Souza é proprietário de um lote no assentamento. “É um sofrimento muito grande para as famílias daquele local, pois é praticamente todo seco. Se tentamos furar uma cisterna, ela atinge a laje e não consegue chegar até a água. Quando vou para lá, tenho que levar até água para beber. Nós conseguimos produzir apenas no período de chuva e depois não temos como trabalhar e nem morar no local”.
A professora Jureth Couto Lemos é licenciada em Geografia pela Universidade Federal de Rondônia, bacharel pela UFU, especialista em Saúde Coletiva e Análise e Planejamento Ambiental, mestre e doutora em geografia pela UFU. Atualmente é docente aposentada, com experiência em saúde coletiva e ênfase em geografia médica e saúde ambiental, atuando principalmente nas áreas de pesquisa, ensino e extensão de assentamento de reforma agrária, políticas de saúde, saneamento ambiental e outros.
De acordo com a pesquisadora, o projeto foi enviado para aprovação do órgão de fomento em 2008. “Fizemos a instalação de fossas biodigestoras, juntamente com a perfuração de dois poços artesianos, exame parasitológico da população e exame físico, químico e biológico da água”. O projeto foi encerrado em 2010 e o Incra se propôs a solucionar o problema da distribuição de água. “Eles pediram para coletarmos as coordenadas geográficas de todos os pontos.Enviamos o projeto em 2011, para Belo Horizonte e, após dois anos de espera, ainda não havia uma resposta”. A pesquisadora retornou a Araguari em janeiro desse ano para apresentar novamente o projeto. “Conversamos sobre as formas viáveis de distribuição da água e sobre outra via de recursos financeiros”.
A professora conta que os exames parasitológicos e o atendimento médico auxiliaram bastante na melhoria da qualidade de vida das 42 famílias do local. “Todos foram medicados e muitos não tiveram mais problemas de saúde relativos a verminoses”. Ela acrescenta que o tempo de execução do projeto depende da fonte financiadora. “Como temos as coordenadas geográficas prontas, será mais fácil solucionar a questão”.
Após a reunião, ficou definido que a pesquisadora produzirá um relatório técnico das atividades desenvolvidas no assentamento, apresentando os objetivos atuais, que são: a reativação dos poços artesianos e a construção de dois reservatórios, que possibilitarão a distribuição de água nos assentamentos. “O projeto será entregue na próxima segunda-feira e nós encaminharemos pessoalmente ao Ministério do Meio Ambiente, pedindo providências. Houve um grande avanço no encaminhamento e esperamos, finalmente, alcançar um resultado positivo para a população”, conclui a vereadora Virgínia Alcântara.
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