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Fenaban não propõe novo acordo aos bancários e greve continua

sáb, 24 de setembro de 2016 05:26

Da Redação

Profissionais da área de educação da rede Estadual de Ensino iniciaram paralisações essa semana

A greve dos bancários em Araguari completou quinze dias nessa sexta-feira, 23, e os bancos mantiveram as propostas de acordo. A última negociação entre a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ocorreu há mais de uma semana e não há expectativas para novas negociações.

De acordo com o diretor financeiro do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Araguari e Região, Paulo Roberto Gonçalves Dias, quase 60% de todas as agências bancárias do país estão com os serviços paralisados. “Não tivemos uma nova rodada de negociações, mas a adesão à greve aumentou”.

Bancários aguardam nova data para rodada de negociações

Bancários aguardam nova data para rodada de negociações

 

O diretor comenta que a proposta da Fenaban continua a mesma apresentada na rodada de negociações que ocorreu no dia 9. Nesse período, o sindicato dos bancários informou que 54% das agências estavam com os serviços paralisados. “A proposta é um reajuste de 7% nos salários e benefícios, além do abono de R$ 3,3 mil, a ser pago dez dias após a assinatura do acordo. Os banqueiros estão irredutíveis e ainda não marcaram uma nova reunião”.

Dentre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial de 14,78%, sendo 5% de aumento real, com inflação de 9,31%; participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 8.297,61; piso salarial de R$ 3.940,24; vales-alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880); 14º salário; fim das metas abusivas e assédio moral; fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e à precarização das condições de trabalho; mais segurança nas agências bancárias e auxílio-educação. “Dificilmente conseguiremos um aumento real, mas não abrimos mão da reposição da inflação”.

As agências do município estão paralisadas e alguns bancos estão com restrição de saque aos finais de semana. “Algumas agências estão completamente paradas e, na próxima semana, começa o pagamento do INSS dos aposentados, então, acreditamos que uma nova proposta deve surgir em breve, caso contrário, haverá tumulto nas agências. Apenas os caixas eletrônicos estão funcionando, mas, caso a greve não termine, pode ser que todo o serviço seja paralisado”.

Algumas operações podem ser realizadas no caixa eletrônico, como agendamento e pagamento de contas (não vencidas) saques, emissão de folhas avulsas de cheque, depósitos em dinheiro ou cheque, consulta e retirada de saldo/extrato, transferências, saques de benefícios sociais, bloqueio e desbloqueio de cartão, empréstimo pessoal (CDC) resgate de investimento e solicitação de débito automático. “A compensação dos depósitos está sendo mais lenta e o limite dos valores de saque nos caixas eletrônicos foi reduzido. Em alguns bancos, os saques estão sendo feitos apenas até sexta-feira”.

O diretor comenta que a população tem questionado o sindicato quanto ao pagamento do FGTS e seguro desemprego. “A greve está incomodando a população e temos recebido ligações questionando quanto ao pagamento dos benefícios, porém, a Caixa Econômica Federal descartou a possibilidade de realizar o serviço, pois não há funcionários na agência. Os bancários estão aguardando o agendamento de uma nova rodada de negociações”.

Paralisação na rede Estadual de Ensino

Os professores e outros profissionais da área da rede Estadual de Ensino iniciaram essa semana paralisações, devido ao descumprimento do governo estadual em relação ao pagamento do retroativo, referente aos meses de fevereiro, março e abril.

As aulas foram suspensas nos dias 21 e 22 e alguns profissionais estiveram presentes na manifestação que ocorreu nessa quinta-feira, em Belo Horizonte, onde foi realizada uma audiência pública sobre a PEC 241, na Assembleia Legislativa do município.

Em Araguari, aproximadamente 80% das dezenove escolas da rede estadual aderiram à paralisação. O coordenador da sub sede do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute) afirmou que o piso salarial foi reajustado em 11,36% em janeiro, mas os professores só começaram a receber em maio. “O pagamento da diferença nos três meses anteriores ainda não foi efetuado”.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-REDE), a manifestação ocorreu em repúdio a medidas adotadas pelo governo para a área da educação. Entre as reivindicações da classe estão a não redução de benefícios e outras questões relacionadas à reforma da previdência, além da terceirização e o fim da obrigatoriedade para concursos públicos.

As datas para a reposição das aulas ainda não foram definidas e não seguirão a proposta enviada pelo governo. “Primeiro iremos nos reunir e determinar os dias em que a escola poderá realizar esta reposição e de que forma, isto é, por meio de projetos ou de aulas”.

Ainda não há informações da existência de uma greve geral entre os profissionais da área de educação. De acordo com o calendário votado pelo Conselho Geral e pela Assembleia Estadual, nesse sábado, 24, acontecerá o Encontro Estadual Educação e Igualdade Racial. A programação continua dos dias 19 e 20 de outubro, com o Encontro Estadual dos servidores das Superintendências Regionais de Ensino (SREs) e do Órgão Centra. Uma nova paralisação está prevista para o dia 25 de outubro, com uma assembleia estadual, e novas Conferências Regionais de Educação estão agendadas para os dias 22 e 29 de outubro e para o dia 6 de novembro, sendo que, entre os dias 24 e 26 de novembro, acontece a Conferência Estadual de Educação.

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