Falta de medicamentos afeta farmácias em todo país
qua, 20 de julho de 2022 09:04Da Redação

O Ministério da Saúde disse que liberou o reajuste de preços dos remédios em falta
O levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios, indica que cerca de 80,4% das prefeituras do Brasil não possuem medicamentos e insumos básicos para atender a população.
Esse balanço foi realizado entre os dias 25 de maio e 20 de junho, em mais de 2.469 municípios. Tanto nas farmácias públicas, quanto nas populares estão faltando pelo menos 60 medicamentos, da assistência básica e especializada.
Na lista da escassez, estão fármacos fundamentais para o controle de diabetes, pressão alta e também antibióticos. Além disso, também estão em falta medicamentos mais complexos, como quetiapina, desonida, utilizados no tratamento de leucemia. A maior parte das cidades consultadas não tem condições de regularizar a situação em menos de três meses.
O presidente da Confederação Nacional dos Municípios explicou que o Ministério da Saúde já vem sendo advertido sobre o problema há muito tempo. “A gente sabe que está com dificuldade até internacional, mas não adianta querer botar desculpa lá, só na parte internacional. Deveria haver planejamento. Deveria o governo, que controla essa política nacional, desde a importação de insumos, agora querer culpar a China e a Índia, não sei quem. Faltou esse controle de estoque. Por isso que sempre vem faltando. Lógico que agora foi aguçado pela conjuntura internacional. Então temos que tomar providências imediatas. E nós, na ponta, estamos sem saber o que fazer”, afirma Paulo Ziulkoski, presidente da CNM.
O Ministério da Saúde disse que trabalha para manter a rede de saúde abastecida, que várias causas globais influenciaram na falta de medicamentos, que liberou o reajuste de preços dos remédios em falta e adotou medidas para diminuir os tributos de importação de insumos.
Ontem, 19, a reportagem da Gazeta entrou em contato com a Secretaria de Saúde, para saber quais são os medicamentos que estão em falta na farmácia municipal. Segundo a lista publicada no Portal da Transparência, no dia 6 de julho, estão em falta medicamentos como: amoxicilina + clav. potássio 250+62,5/5ML susp; bupropiona 150 mg; gliclazida (diamicron) 30 mg; insulina nph (caneta) e nicotina 14 mg.
A Secretaria de Saúde também informou que alguns medicamentos fornecidos diretamente pelo Ministério da Saúde também estão em falta, e que o motivo da escassez e previsão para chegada de novos remédios são de competência do governo federal.
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