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Ex-miss Minas Gerais e Araguari morre após sofrer AVC durante assalto

ter, 4 de fevereiro de 2014 09:11
Marilúcia Malaquias, aos 19 anos, eleita Miss Minas  Gerais em junho de 1970. Arquivo Público dr. Calil Porto

Marilúcia Malaquias, aos 19 anos, eleita Miss Minas
Gerais em junho de 1970. Arquivo Público dr. Calil Porto

mariluciaTALITA GONÇALVES – Parentes e amigos se despediram da ex-miss Minas Gerais e Araguari Marilúcia Fernandes Malaquias neste domingo, 2, em Brasília. Ela morreu no sábado, quatro dias depois de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) durante um assalto no rancho da família. Foi sepultada no Cemitério Campo da Esperança Asa Sul, no Distrito Federal.

Marilúcia estava em casa com parentes quando a residência foi invadida por três ladrões, na noite de terça-feira. Conforme informou Carmem Lúcia de Aguiar Tavares, amiga da família, os criminosos fizeram um arrastão e levaram outras 14 pessoas para a casa. Exigindo dinheiro e jóias, ameaçaram agredir os netos dela. A ex-miss passou mal, mas os assaltantes se negaram a prestar socorro alegando que ela estava fingindo.

Ela recebeu atendimento médico somente após a saída dos assaltantes, cinco horas depois. Chegou consciente ao Hospital Brasília na madrugada de quarta-feira, mas sem conseguir falar. Seu estado de saúde se agravou e na sexta-feira os médicos decretam morte cerebral. Os aparelhos que a mantinham viva foram desligados no sábado.

A araguarina se mudou para Brasília em 1973, assim que se casou com o engenheiro Paulo Edson Ferreira. O casal teve três filhos, dois homens e uma mulher, e sete netos. Ela costumava visitar Araguari com frequência.

REINADO

O ano de 1970 ficaria marcado na história da cidade com uma conquista inédita. Depois de eleita a jovem mais bonita de Araguari, Marilúcia foi coroada Miss Minas Gerais. Estampou as manchetes dos jornais. “Marilúcia é Miss: venceu a candidata do Clube Recreativo Araguarino – Decisão unânime de um júri soberano – Festa de Indescritível Beleza e Raro Entusiasmo”, trazia o Botija Parda na primeira página.

Superando as expectativas, participou do concurso no dia 6 de junho, em Belo Horizonte, data em que fora a escolhida entre 32 candidatas para representar Minas na disputa do Miss Brasil. A bela mineira conseguiu ficar entre as oito semi-finalistas. Regressou ao município no dia 24, data em que foi aclamada pelo povo em um desfile em carro alegórico, com direito a banda do Batalhão Mauá.

Tinha 19 anos nessa época. Sua beleza era descrita pelos jornais como suave, leve. Tinha olhos tímidos, mas cativantes, simples e comunicativa na sua personalidade.

FONTE: Arquivo Histórico Dr. Calil Porto

2 Comentários

  1. JOSÉ EUSTÁQUIO VALVERDE MORAIS disse:

    Mais uma vítima da violência que se generaliza em Brasília. Os bandidos, não satisfeitos em dominar as ruas, cada vez mais ousados e conscientes da impunidade, invadem os lares, barbarizando cidadãos que trabalham e pagam impostos, ou seja, que são úteis à sociedade, ao contrário de bandidos, que somente trazem desgraças. Na mesma quarta-feira, à noite, um rapaz foi covardemente assassinado por um delinquente menor em bairro de classe média, ao tentar correr de um assaltante, estampando os jornais do dia seguinte a terrível cena da mãe e viúva, chorando sobre o filho morto, que era arrimo de família.
    O Brasil precisa urgentemente de uma reforma do sistema judiciário e dessas leis penais que favorecem bandidos e a impunidade, principalmente essa questão de menores infratores, que devem responder penalmente por seus atos, independente de idade. E essas alterações somente serão possíveis diante do clamor das ruas, quando a população disser “CHEGA” à banalização de crimes e mortes que destróem as pessoas e as famílias. Enquanto essa indignação popular, essa anti-normose não chegar aos ouvidos das Excelências que ocupam o Congresso Nacional, nada será feito, e, infelizmente, fatos lamentáveis como esses continuarão a se repetir.
    Fica aqui o registro e a revolta pela perda da inesquecível miss araguarina, que elevou o nome da cidade em certame regional e nacional, com sua graça e beleza, um jeito marcante em seus olhos claros e meigos. Meus sentimentos de pesar à família enlutada.

  2. Euriupedes Vaz de Almeida disse:

    Gostaria de corrigir a informação que diz, que a nossa miss foi recepcionada com a banda do Batalhão Mauá, pois, a nossa banda do colégio estadual foi que a recepcionou. Eu estava lá, era estudante do colégio estadual e tocava na banda “caixa de guerra”. Conheci a família dela e… Obrigado. Euripedes Vaz – Brasília/DF.

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