Espera em filas de bancos gera queixas no Procon de Araguari
qua, 10 de setembro de 2014 10:09
Lei municipal prevê 20 minutos como tempo máximo de espera em filas de bancos. Foto ilustrativa / Reprodução internet
TALITA GONÇALVES – Paciência é indispensável para quem precisa de atendimento em agências bancárias. As intermináveis filas fazem parte de uma realidade a qual os consumidores se acostumaram. Mas na maioria das vezes essa espera é superior aos 20 minutos estabelecidos por lei municipal n° 4.174/2005. Um direito que a população ainda desconhece.
Maria da Silva Oliveira, 37 anos, acompanha o marido na visita a agência no dia do pagamento. Ele não conhecia o tempo mínimo de espera que os bancos precisam obedecer. “Não sabia. Acho que não é cumprido, pelo menos em Araguari,” ressaltou.
Em véspera ou após feriados prolongados, assim como nos dias de pagamento dos servidores públicos municipais, estaduais e federais, a tolerância aumenta para 30 minutos.
A lei estipula multa de 1000 reais para os bancos no caso de uma segunda advertência. A punição mais severa é a suspensão do alvará de funcionamento, após a quinta reincidência.
O Procon de Araguari recebeu duas queixas nos últimos dias. Em uma delas, o consumidor ficou por mais de duas horas na fila. Segundo a diretora do órgão, Ana Paula Cipriano, um fiscal foi ao banco para apurar a reclamação e constatou demora no atendimento acima do permitido por lei. “Conversamos com os diretores de um dos bancos alvo de queixa. O problema diminuiu, mas ainda falta melhorar,” ressaltou.
Na opinião da diretora, o problema é frequente porque não há investimento e interesse das instituições financeiras em aumentar o número de funcionários. “São muitas pessoas e poucos atendentes,” ressaltou. Ela garante que, em breve, o Procon começará a aplicar multas em caso de descumprimento da lei.
O assunto também motivou um requerimento apresentado pelo vereador Cezar Batista de Oliveira (SD) na sessão desta semana. “Nosso gabinete vem recebendo reclamações de pessoas que pedem uma solução para a morosidade no atendimento bancário da cidade. Esperamos que a lei seja cumprida,” salientou.
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As reclamações aumentariam caso uma parte ou o total da multa cobrada para os bancos fosse para o denunciante, e não direto para o Fundo Municipal de Defesa do Consumidor.
O povo anda com tanto descrédito nas instituições públicas do Brasil que pode pensar: “Fazer queixa pra quê??? Já não basta os impostos que pagamos, e nenhuma melhora na educação nem na saúde??? Eles querem receber mais dinheiro e nós continuamos sem ver resultados???”.
Aí sim, quem sofre nas filas teria um incentivo, e os bancos seriam forçados em atender melhor.
Atenciosamente,
Ricardo Wolney