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Escolas estaduais suspendem paralisação, mas não encerram greve

sáb, 26 de maio de 2018 05:14

por Carolina Rodrigues

Mobilizações podem ser retomadas a qualquer momento

No último dia 16, os servidores da rede estadual de ensino paralisaram as atividades, devido ao atraso no pagamento dos salários. Na ocasião, onze escolas se engajaram no movimento em Araguari, apoiando que as aulas fossem retomadas apenas com a efetuação dos pagamentos por parte do Governo de Minas Gerais.

Relembrando o fato, o governo do Estado passou a realizar o pagamento escalonado para os servidores desde fevereiro, sendo a primeira parcela depositada até o dia 10 de cada mês e a segunda ao final, normalmente no dia 25. Neste mês, estava prevista para ocorrer até o dia 16.

Devido à falta do pagamento, os servidores suspenderam as atividades até que fosse concretizada a primeira parcela. O pagamento foi efetuado na sexta-feira da semana passada, dia 18; desta forma, os trabalhadores retornaram aos trabalhos.

Agora, a preocupação se volta para o pagamento da segunda parcela do mês. De acordo com José Luís da Costa, coordenador da sede do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG) em Araguari, o restante do salário deveria ter sido pago ontem, dia 25.

“A primeira parcela foi depositada e o trabalho está normalizado. Mas, a segunda parcela, que era para ter sido depositada ontem, não foi. Além disso, a próxima data de pagamento está pendente. Caso o Governo não faça uma escala de pagamento, o mais breve possível no começo do mês, há possibilidade de a greve voltar”.

É válido ressaltar que a greve não foi encerrada, estando apenas suspensa. Conforme nota de esclarecimento, divulgada pelo SindUTE-MG no dia 23, “a deliberação foi por uma suspensão temporária da greve iniciada no dia 8 de março e retorno às atividades no dia 23 de abril. O Governo do Estado foi informado de que a greve não foi encerrada, apenas suspensa”.

Isso significa dizer que, paralisações podem ser feitas a qualquer momento, bem como a retomada da greve. Foi justamente após a decisão de suspensão, que o Governo passou a adiar o pagamento da primeira parcela, “o que obrigou a categoria a retornar às paralisações”.

Diante disso, não houve negociação acerca do calendário de reposição, visto que somente será formalizada com o encerramento da greve. “A greve não acabou, ela está suspensa. Dessa forma, os diretores de escola não podem cobrar nada; não tem como fazer reposição, porque não terminou. Será declarada encerrada somente quando for decidido pela direção do Sindicato, juntamente com a Assembleia do Sindicato e o Governo”, declara o coordenador José Luís da Costa.

Desta forma, a falta de um professor decorrente de greve não pode ser contabilizada como falta comum, pois “ninguém pode ser prejudicado por aderir à greve”. Lembrando também que a greve tem como pauta os atrasos no pagamento, fim do parcelamento do salário, descumprimento de acordos e, até mesmo, melhor qualidade no atendimento por meio do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg).

Suspensão das aulas

Ontem, dia 25, as escolas da rede estadual tiveram as aulas suspensas, “em virtude das dificuldades geradas pela crise de abastecimento provocada pela greve nacional dos caminhoneiros”. O comunicado foi divulgado pela Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG). Em Araguari, todas as escolas acataram à decisão.

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